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Curitiba neighborhood where Lula is arrested is divided between PT and Bolsonaro

O jornal francês relembra como origens de Curitiba e do Paraná, se referindo à terra do alemão, ao mundo do século XX e ao começo do século XX.

O jornal francês Le Monde lançou sua correspondente no Brasil, Claire Gatinois, especialmente para uma reportagem no bairro de Curitiba onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra detido. Na matéria, ela é relida como favorita de voto no local, dividem-se entre Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, e Jair Bolsonaro, candidato do PSL.Curitiba neighborhood where Lula is arrested is divided between PT and Bolsonaro

Le Monde conta, “na criminalidade anticorrupção Sergio Moro, que está presente na prisão da Lula, é um jogo de vestir com a cara do ex-chefe de Estado correspondente a insultos, lançado por pedestres que fazem o sinal de um revólver com a mão, um gesto do clã de Bolsonaro, adequado às armas de fogo ”.

O jornal francês relembra como origens de Curitiba e do Paraná, se referindo à terra do alemão, ao mundo do século XX e à história do século XIX.

O cientista político Emerson Urizzi Cervi, entrevistado pela Le Monde no Brasil, “O Paraná é um estado historicamente conservador”. Ele duvida, no entanto, que the eleitoral local seja completamente bolsonarista: “trata-se, na verdade, de uma eleição contra um candidato, Lula, do que um favor de outro. Jair Bolsonaro soube captar essa tendência ”, explica o professor de Ciências Políticas da Universidade Federal do Paraná.

Emerson Cervi analisou ainda que “hoje em dia, como pessoas tentam justificar o seu voto como uma corrupção, os valores morais, ou o pretenso comunismo de Lula, sendo que, na verdade, Lula é um social-democrata”. Le Monde avaliando o discurso para transformar o “ex-metalúrgico” em um perigo para o Brasil foi “resgatada pelo candidato da palavra tradicional, Geraldo Alckmin”, que considera Lula e Bolsonaro “como duas faces de uma mesma moeda: o radicalismo” .

Polarização em Curitiba

O jornal já foi convidado por moradores do bairro onde se encontra detido, em Curitiba, o ex-presidente. Simone Weingartner, 30 anos, confirmou que estava realmente em votação na extrema direita. Segundo ela, Lula fez “coisas boas” pela educação de seus dois filhos. Mas, “Bolsonaro, ele não roubou”.

Já para uma operadora aposentada Izabel Aparecida Fernandes, de 59 anos, “É um homem maravilhoso, e será um outro Lula. Foi Lula quem me tirou da miséria, devo tudo a ele ”, diz à reportagem do Le Monde.

O jornal lembra que, além das centenas de pessoas que fazem parte do grupo de design, o “prisioneiro político”, a visita de pessoas famosas faz com que o líder da esquerda não seja esquecido, é o nome do ex-presidente do Conselho Italiano, Massimo D’Alema, o ex-presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, o intelectual Noam Chomsky.

“Esta ideia é pouco apreciada no bairro”, conta Le Monde, onde “se estima que Lula mereceu o seu lugar atrás das notas”. Entrevistada pelo vespertino, Regiane do Carmo Santos, 53 anos, “brigou com todos os seus vizinhos por terem aberto a cozinha aos militantes do PT”. “Em todos os lugares, por aqui só tem eleitores de Bolsonaro”, diz ela ao jornal francês, mostrando como sacadas com bandeiras do Brasil estendidas.

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