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Hepatite de causa desconhecida: 28 casos em escrutínio no Brasil

Quinta-feira, 12 de maio de 2022 – 09:07 UTC


O Ministério da Saúde do Brasil anunciou quinta-feira que estava acompanhando 28 casos em todo o país de hepatite aguda infantil de origem desconhecida, que “ainda estão sob investigação”.

“Os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância Sanitária (Cievs) e a Rede Nacional de Vigilância Hospitalar (Renaveh) monitoram qualquer mudança no perfil epidemiológico, bem como os casos suspeitos da doença”, disse o ministério também em comunicado posterior. profissionais. notificar imediatamente as autoridades de qualquer caso suspeito da doença.

A hepatite de origem desconhecida está afetando crianças em pelo menos 20 países. A doença se manifesta de forma muito severa e não está diretamente relacionada a vírus de doenças conhecidas. Em aproximadamente 10% dos casos, um transplante de fígado foi necessário.

No Brasil, os casos em estudo são encontrados no estado do Espírito Santo (2), Minas Gerais (4), Paraná (3), Pernambuco (2), Rio de Janeiro (7), Santa Catarina (2) e São Paulo. (8).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 29, mais de 200 casos foram notificados em todo o mundo, a maioria (163) no Reino Unido. Também houve relatos na Espanha, Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Itália, Noruega, França, Romênia, Bélgica e Argentina. A doença afeta principalmente crianças de um mês a 16 anos. Até agora, uma criança foi relatada morta.

Em comunicado divulgado em 23 de abril, a OMS disse que não há ligação entre a doença e as vacinas usadas contra a COVID-19. “As hipóteses relacionadas aos efeitos colaterais das vacinas COVID-19 não são suportadas, pois a grande maioria das crianças afetadas não recebeu a vacina COVID-19”.

A Agência Nacional de Saúde do Reino Unido também disse que não há evidências de qualquer ligação da doença com a vacina contra o coronavírus. “A maioria das crianças afetadas tem menos de cinco anos, jovens demais para receber a vacina.”

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), os pacientes com hepatite aguda apresentam sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia, vômitos e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas). Febre não foi relatada.

O tratamento atual busca aliviar os sintomas e estabilizar o paciente se o caso for grave. As recomendações de tratamento devem ser refinadas assim que a fonte de infecção for determinada. Os pais devem estar atentos a sintomas como diarreia ou vômito e sinais de icterícia. Nestes casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

(Fonte: Agência Brasil)

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