A Argentina chegará a 6 meses de confinamento após as infecções por coronavírus atingirem o máximo mundial

O governo de Argentina anunciou nesta sexta-feira (28) a prorrogação das medidas de confinamento até 20 de setembro, depois que o país registrou 11.717 novos casos de coronavírus em 24 horas. Com isso, o Argentinos chegarão a seis meses de quarentena, começou em 20 de março.

“Se nos descuidarmos, não haverá sistema de saúde que dê conta”, alertou o presidente argentino Alberto Fernández, em mensagem postada nas redes sociais.

A Argentina, com 44 milhões de habitantes, superou 391.996 casos e 8.271 mortes nesta sexta-feira, com 222 mortes nas últimas 24 horas.

Argentina ultrapassa 10.000 casos em 24 horas pela primeira vez

Homem caminha com máscara em frente a estabelecimento a portas fechadas em Buenos Aires, Argentina, nesta quarta-feira (26) – Foto: Ronaldo Schemidt / AFP

A novidade, porém, foi o autorização em todo o território de reuniões de até 10 pessoas ao ar livre, com o uso obrigatório de máscaras e respeitando a distância mínima de dois metros entre os indivíduos. Multidões em espaços fechados são proibidas.

“Os casos, mortes e áreas afetadas na América estão aumentando”, analisou Fernández.

No comunicado, o presidente mencionou a preocupação do governo com o rápido aumento de casos no interior do país, principalmente na província de Jujuy (norte), onde “o sistema de saúde está na margem”.

Manifestantes manifestam-se em Buenos Aires nesta segunda-feira (17) contra o governo argentino e contra a quarentena ampliada no país – Foto: Agustín Marcarian / Reuters

“Há um mês e meio, 93% dos casos novos se concentravam na AMBA (área metropolitana de Buenos Aires). Nas demais províncias era de apenas 7%. Agora, nas províncias, o percentual se multiplicou por cinco Hoje representa 37% do total de casos ”, explicou.

“O problema não é mais apenas a região de Buenos Aires, o problema é todo o país”, continuou.

Nas últimas semanas, milhares de pessoas, incentivadas pela oposição, têm saído às ruas das principais cidades do país para protesto contra o governo e quarentenaa, ação criticada por epidemiologistas.

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