A corrida por tecnologias sem contato cresce para o mundo pós-covid-19 – 05/10/2020

A corrida por tecnologias sem contato cresce para o mundo pós-covid-19 - 05/10/2020

Uma atitude bastante automática, pressionando o botão para abrir a porta do estacionamento do supermercado, tornou-se, no pós-coronavírus, operação complexa. Fazer o que? Você encontra um pedaço de papel intocado por onde vários dedos possivelmente contaminados passaram ou você precisa de proteção e esfrega suas mãos com álcool gel logo após? Para evitar esse dilema, as redes de supermercados começaram a substituir os botões pelas tecnologias de foco, que excluem o toque. É um exemplo de opções tecnológicas, às vezes simples e baratas, outras caras e complexas, que as empresas terão que adotar a partir de agora.

A corrida para adotar novas tecnologias se intensificará à medida que as mortes por coronavírus no Brasil atingirem novos picos, diz Heitor Salvador, presidente da empresa de segurança corporativa SegurPro. Entre os projetos em andamento, diz o executivo, estão soluções simples, como adaptar câmeras de segurança antigas para medir a distância entre funcionários, substituir sistemas completos de identificação digital por tecnologias de reconhecimento facial. Ele garante que as câmeras possam ser programadas para reconhecer as pessoas, mesmo usando máscaras, para se protegerem da covid-19.

Investimentos

As empresas que já investiram em tecnologias sem contato incluem Petrobras e Vale. A empresa de mineração adquiriu câmeras térmicas capazes de identificar, em um grupo de trabalhadores que inicia um turno em uma mina, um indivíduo com febre. O equipamento faz parte de um lote de 86 câmeras térmicas adquiridas por R $ 7,5 milhões. As câmeras podem identificar variações de temperatura e colorir a silhueta do funcionário potencialmente doente.

A Petrobras trabalha em diferentes frentes. Ele instalou câmeras térmicas, modelos mais simples que mostram variações de temperatura por profissionais que passam, um a um, por uma catraca e trabalha em várias frentes para aumentar a distância social, principalmente em plataformas de produção, onde o espaço é limitado. A taxa de infecção por covid-19 nesses locais é monitorada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), como foi mostrado ontem Você é.

De acordo com Juliano Dantas, gerente do centro de pesquisa estatal (Cenpes), a tecnologia sem contato (ou com pouco contato) é uma “preocupação central”. A empresa analisa seus processos para impedir que um grande número de pessoas toque em superfícies. “Começa com as catracas”, diz Dantas. Sem gastar muito, também é possível aumentar a vigilância de certos comportamentos, como grupos de funcionários. “Uma câmera pode obter um novo software e ser ‘treinada’ para acionar um alarme para dispersar as pessoas”, explica ele.

Lado digital x

Como destaca Salvador, segundo a SegurPro, alternativas de baixo contato também devem ser adotadas a partir da “porta de saída” e influenciarão o relacionamento entre o negócio e os clientes. É o caso dos portões de estacionamento e outros pontos de serviço mencionados, como totens de pagamento e caixas eletrônicos bancários.

Segundo uma fonte ouvida pelo Você é, um grande banco brasileiro já está considerando alterar a identificação do titular da conta de impressão digital para identificação facial.

A empresa japonesa de tecnologia NEC já adota, em sua sede em São Paulo, um sistema de identificação facial no qual trabalhadores e visitantes são identificados por uma câmera, o que permite o acesso ao edifício, sem a necessidade de tocar em um prato, e , quase sempre, a mão – em uma superfície para uso coletivo. A SegurPro, por outro lado, oferece um concierge virtual no qual a pessoa fica na frente de uma tela e só mostra o documento a um porteiro que trabalha remotamente, em um escritório central. Ao “ler” a foto do documento, a solução pode ou não liberar o visitante.

Fator humano

A modificação dos processos depende, é claro, do “fator humano”. A fábrica da Volkswagen no ABC Paulista deve retomar suas atividades no dia 18 deste mês. Para garantir a conformidade com as medidas de segurança, os funcionários atuarão como monitores e aglomerações separados. “Todos terão que respeitar. Vamos esquecer as hierarquias. O monitor poderá atrair a atenção de qualquer pessoa, inclusive eu”, disse Pablo Di Si, presidente da Volkswagen na América Latina, durante a série de entrevistas sobre Economia em Quarentena, na semana. passado. passado

E sempre haverá maneiras de contornar as regras, alerta Leonardo Fonseca Netto, diretor da NEC. A câmera que identifica trabalhadores febris, por exemplo, só pode medir a temperatura no momento da filmagem da pessoa. “Não sou contra a solução, mas se a pessoa já tomou um antipirético horas antes e a temperatura estiver temporariamente normal, a câmera não identificará nada”, reflete. É uma prova de que a tecnologia pode ir longe, mas não pode garantir que os humanos desenvolvam certas qualidades. Nesse caso, o sentido do bem comum.

A informação é do jornal. O estado de S. Paulo.

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