A infecção urinária virtual reforça os hospitais de Los Angeles com um médico experiente à distância – 29/05/2020

A infecção urinária virtual reforça os hospitais de Los Angeles com um médico experiente à distância - 29/05/2020

Uma tecnologia usada nos hospitais de Alagoas é chamada de “UTI virtual” porque é uma Unidade de Terapia Intensiva na qual os veteranos guiam remotamente seus colegas mais experientes, por videoconferência, durante o atendimento de pacientes com covid-19.

A primeira unidade do estado entrou em operação nesta quarta-feira (27) com seis profissionais de diversas especialidades. O primeiro local a receber o serviço de UTI virtual é o Hospital da Mulher, em Maceió, que hoje possui uma unidade com 40 leitos exclusivos para o tratamento da covid-19.

Para o encontro dos profissionais de plantão, foi criada uma sala com diversos recursos tecnológicos, onde é possível conversar com médicos de outros hospitais.

“Essa interface é para eles discutirem os melhores comportamentos. Teremos uma transmissão de som e imagem de alta qualidade por meio do software, onde poderemos ver exames de alta resolução, como uma tomografia. Tudo está disponível em nosso painel”, diz Ricardo César Cavalcanti , vice-presidente da Fundação Cordial (entidade filantrópica vinculada ao Hospital do Coração de Alagoas) e criadora do projeto.

“Muitos profissionais em Alagoas que estão na UTI não têm muita experiência. Essa UTI virtual propõe oferecer ao médico essa assistência à beira do leito, transmitindo segurança e compartilhando informações com profissionais com experiência em diversas áreas e com comentários para propor tratamento”. diz o diretor da UCI. hospital, doença infecciosa Sarah Dominique.

A UTI virtual estará em serviço por 12 horas por dia: a partir das 7h às 7 horas da noite. As equipes são compostas por quatro médicos (um intensivista, um cardiologista, um médico de doenças infecciosas e um pneumologista), uma enfermeira e um fisioterapeuta.

Uma das idéias da UTI virtual é realizar a chamada visita horizontal, que será realizada diariamente. “É necessário que o médico não acompanhe o paciente apenas no dia do atendimento, mas o veja na segunda, terça e quarta-feira … Isso dá a ele maior controle e a visão da evolução ajuda muito”, diz Cavalcanti.

“Ainda temos outros profissionais de especialidades como neurologia, por exemplo, que podem ser chamados em caso de dúvida, mas não estão de plantão”, acrescenta.

A equipe médica recebe os dados enviados pela unidade virtual da UTI no hospital.

Imagem: Hospital do Coração de Alagoas

A idéia de usar a tecnologia nasceu há pelo menos três anos, mas foi adiada e saiu do jornal devido à pandemia.

Normalmente, o interior contrata profissionais mais jovens e inexperientes. E com essa pandemia, a capital também se tornou realidade. As novas UTIs criadas tiveram que contratar profissionais e treiná-los do zero para terapia intensiva.
Ricardo César Cavalcanti

Para auxiliar os médicos na locomoção dentro das unidades, cada UTI possui uma estrutura móvel composta por um computador, uma câmera e alguns equipamentos para transmissão de dados.

“Esse veículo pode circular livremente dentro da UTI e, quando ativado, abre um link em tempo real, com uma foto da cama e informações do paciente. No centro, a equipe acessa os detalhes e entra em contato com os médicos. “diz Felipe Cansanção, diretor executivo da Aloo Telecom e que trabalha na parte técnica da UCI virtual

Todas as UTIs estão conectadas à Internet de alta velocidade exclusivamente para o serviço. A transmissão de imagens ocorre em alta resolução. “Dentro de cada UTI, uma rede Wi-Fi privada foi usada ou será instalada para usar esta solução. O equipamento é conectado por essa rede interna e se comunica da central à UTI”, diz Cansanção.

A plataforma trabalha com dados armazenados na nuvem, e Cansanção diz que não há problema em manter o privacidade Informação do paciente.

“Existe uma preocupação com a segurança da informação, e toda a comunicação entre a UCI e o escritório central em Maceió é feita de forma criptografada”, diz ele.

Até o momento, dois hospitais em Maceió e outros quatro, nas cidades de Arapiraca, São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios e Coruripe, fecharam para contar com o apoio da UTI virtual.

O projeto conta com o apoio financeiro do MPT (Ministério Público), Equatorial Energia e Aloo Telecom. Não haverá custos para os hospitais (principalmente públicos) que receberão os serviços.

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