A maior favela do Brasil foi mapeada usando escaneamento a laser 3D. É importante não apenas para a tecnologia, mas também para os direitos humanos: The European Sting – Critical News & Insights on European Politics, Economy, Foreign Affairs, Business & Technology

(Crédito: Unsplash)

Este artigo surge graças à colaboração de The European Sting com o Fórum Econômico Mundial.

Autor: Victoria Masterson, escritora sênior, conteúdo educacional


  • Favelas 4D, um projeto do Senseable City Lab do MIT, criou um modelo 3D da maior favela do Brasil, a Rocinha, no Rio de Janeiro.
  • A tecnologia tradicional, como o mapeamento por satélite, não pode mapear esses assentamentos não planejados, pois geralmente estão muito cheios de moradias.
  • Quase um bilhão de pessoas vivem em assentamentos informais em todo o mundo.
  • O não mapeamento torna essas áreas e seus moradores invisíveis e “desprovidos de direitos urbanos”, dizem os pesquisadores do MIT.

A maior favela do Brasil, a palavra local para um assentamento não planejado e desfavorecido nos arredores de uma cidade, foi mapeada usando tecnologia 3D.

A Rocinha, no Rio de Janeiro, é uma das muitas favelas que surgiram nas cidades do Brasil. As favelas costumam estar superlotadas e cheias de casas demais para serem analisadas por tecnologias tradicionais, como mapeamento por satélite.

Mas os pesquisadores da Rocinha, que tem cerca de 100 mil habitantes, resolveram esse problema usando scanners 3D portáteis.

Os pesquisadores são de Laboratório MIT Senseable Cityum grupo de pesquisa que explora cidades e tecnologias emergentes no Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.

As favelas do Brasil têm muitos edifícios densamente povoados para os satélites mapeá-los corretamente. Imagem: YouTube/MIT

Favela 4D

Em um projeto chamado Favela 4DCientistas criaram um modelo virtual da Rocinha usando a tecnologia de varredura a laser 3D chamada LiDAR, que significa Light Detection and Ranging.

LiDAR funciona enviando pulsos de luz infravermelha. e medir quanto tempo eles levam para ricochetear em objetos. Isso cria um mapa dos arredores em pontos 3D.

“A cada segundo são gerados cerca de 300.000 pontos de dados”, diz um artigo sobre o projeto no MIT Technology Review. Os pesquisadores navegaram por “becos estreitos e colinas inclinadas” para capturar o bairro de 1,5 quilômetro quadrado, disseram os autores.

O projeto é liderado pelo arquiteto italiano Carlo Ratti, que dirige o MIT Senseable City Lab, em colaboração com o comissário de planejamento urbano do Rio de Janeiro, Washington Fajardo.

Melhorando as favelas

A equipe do Favelas 4D destaca que quase Um bilhão de pessoas vivem em assentamentos informais ao redor do mundo. Não poder mapear essas comunidades as torna invisíveis – apesar de seu enorme tamanho – e “privadas de direitos urbanos”.

Por exemplo, essas áreas podem não ter acesso a ajuda formal, gestão ou oportunidades econômicas. Os moradores das favelas também enfrentam condições de vida insalubres e têm menor expectativa de vida.dizem os pesquisadores do MIT.

Os pesquisadores esperam que o mapa da Rocinha possa levar a melhorias, como acesso a serviços públicos como água e coleta de lixo. As condições de vida podem ser melhoradas por mudanças no desenho urbano, como a remoção de estruturas para permitir a entrada de mais luz ou ar.

Moradores de favelas já desenvolveram alguns sistemas de construção inteligentes que poderia informar o futuro design urbano, Ratti diz à revista online de arquitetura e design Dezeen.

Carlos Ratti também é um dos principais inovadores em uplink – plataforma digital lançada pelo Fórum Econômico Mundial, Deloitte e Salesforce para buscar soluções inovadoras para os maiores problemas do mundo – e é copresidente do Fórum Conselho Global do Futuro sobre as Cidades de Amanhã. Isso se concentra em garantir que as cidades possam “reconstruir melhor” após a pandemia, para que sejam habitáveis, sustentáveis, acessíveis e resilientes às mudanças climáticas.

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