A mudança solicitada por Bolsonaro depende da ampliação dos testes, diz Wanderson

O secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, disse que a possibilidade de mudar o isolamento social no Brasil para o modelo “vertical” dependerá da expansão dos testes no país e da situação em cada estado. O formato propõe que apenas as pessoas dos grupos de risco, idosos e doentes crônicos, fiquem longe.

“Na horizontal, a quarentena mais restritiva é feita, para todos, e a vertical trabalha com faixas etárias mais específicas”, explicou Wanderson. Ele afirmou que a expansão dos testes no Brasil, a ser testada inicialmente com agentes de saúde e segurança, visa justamente tentar fazer a transição entre os tipos de isolamento. O governo acredita que, com mais evidências, será possível garantir isolamento apenas para aqueles que realmente estão na covid-19.

“Para essa mudança, estamos ampliando os testes, adotando todas as estratégias para conhecer a dinâmica da doença. Estamos na fase inicial (do novo coronavírus), no início do outono, e estamos procurando uma maneira melhor de fazer isso “, disse Wanderson.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que o isolamento vertical só será adotado se a equipe técnica do portfólio avaliar que é o mais adequado em determinadas situações. Ele disse que, apesar do pedido do presidente Jair Bolsonaro de considerar a possibilidade, o ministério já estava avaliando a alternativa. “O portfólio está estudando todas as possibilidades. Não é porque o presidente perguntou. É uma questão que foi analisada por nossa equipe e continuará ”, afirmou.

Gabbardo também esclareceu que os estados com medidas mais restritivas não deverão revisar suas diretrizes. “Não vamos pedir a ninguém que reveja sua situação, queremos ter um diálogo diário com as secretarias”, afirmou.

Ele considerou que a possibilidade de isolamento apenas para grupos de risco pode ser adotada em algumas situações, dependendo da situação em cada região e dos tipos de contágio que já existem, seja por transmissão local ou comunitária, por exemplo. “(A vertical) só será implementada se nossa equipe técnica, nossos consultores a considerarem mais apropriada”, garantiu.

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