A pesquisa mostra os efeitos das comorbidades em pacientes com Covid em ES

Teste de glicose no sangue para diabéticos: Pessoas com diabetes infectadas com coronavírus têm um risco aumentado de morte na faixa etária de 30 a 39 anos. Crédito: Shutterstock

Pesquisa realizada por dois professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), usando dados de COVID-19 relatado pelo governo, indica os efeitos das comorbidades em pacientes infectados com coronavírus Estado. Problemas de saúde pré-existentes já eram conhecidos como um fator de risco, no entanto, o estudo agora relaciona os casos mais graves a comorbidades por faixa etária.

Adonai José Lacruz, professor da Ufes e Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), diz que os dados foram extraídos do Painel Covid-19, uma ferramenta Estado governamental com acompanhamento diário da doença, para identificar o grau de risco da população infectada pelo coronavírus.

Adonai Lacruz

Professor e coordenador do laboratório de análise de dados da Ufes

“Vimos que, na faixa etária mais velha, o índice de letalidade é maior. O governo reporta 3%, que é um índice real de letalidade no estado, mas é muito diferente por faixa etária. Até 4 anos, é menos de 1%, mais de 70 anos, mais de 20% E pensamos: as comorbidades afetam todas as pessoas igualmente?

Na primeira fase da investigação, foram observadas as faixas etárias de 30 a 39 anos e 40 a 49 anos, que concentram 46% dos casos de Covid-19 no Espírito Santo.

Adonai José Lacruz, professor do Ifes e Ufes
Adonai José Lacruz, professor do Ifes e da Ufes, está investigando comorbidades e Covid-19. Crédito: Coleção Pessoal

Adonai Lacruz, que é coordenador do laboratório de análise de dados da Ufes e conduz o estudo em parceria com o professor Hélio Zanquetto Filho, destaca que as pessoas que não tinham comorbidade foram separadas daquelas que tinham um problema exclusivo de saúde.

De 30 a 39 anos, de acordo com o estudo, diabetes foi a comorbidade que mais aumentou o risco para os pacientes. Nessa faixa etária, para aqueles que não apresentavam nenhum problema de saúde pré-existente, a chance de óbito era de 0,52%. Para diabéticos, saltou para 5,84%. Associando mais uma comorbidade, o pulmão, o risco subia para 10,67%.

No próximo grupo, até 49 anos, a comorbidade mais importante era renal, aumentando o risco de morte de 1,29% para 9,4%. “Nem todas as comorbidades afetam todas as idades, e algumas são mais graves que outras”, diz o professor.

Nas demais faixas etárias, como o número de óbitos (entre os mais jovens) e o número de sobreviventes (entre os mais velhos) não é alto, Adonai Lacruz explica que é mais complexo fazer uma análise consistente dos dados.

As informações para o estudo foram extraídas em 27 de julho do Painel Covid-19, a partir de dados de casos confirmados que, na época coletados, se referiam a 77.201 pessoas. Destes, as observações foram feitas em pacientes sem comorbidades e com comorbidades exclusivas, como diabetes. Desse grupo, houve 58.019 curados e 2.411 óbitos.

Adonai Lacruz diz que a investigação vai continuar e a expectativa é que os dados obtidos sirvam de subsídio para ações de saúde pública.

You May Also Like

About the Author: Adriana Costa Esteves

"Estudioso incurável da TV. Solucionador profissional de problemas. Desbravador de bacon. Não foi possível digitar com luvas de boxe."

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *