A startup brasileira de aluguel de motocicletas Mottu acelera com US$ 40 milhões para ajudar mais latino-americanos a se tornarem mensageiros – TechCrunch

motuSão Paulostartup de aluguel de motocicletas com base em, levantou US$ 30 milhões em capital em uma rodada de financiamento da Série B.

A empresa, que visa dar aos correios independentes uma maneira de trabalhar para aplicativos de entrega e logística de alimentos, também garantiu US $ 10 milhões em financiamento de dívida. A maioria, se não todos, os trabalhadores têm pouco ou nenhum crédito, ou crédito ruim, então comprar uma motocicleta não é uma opção.

A Mottu iniciou suas operações no início de 2020 com uma frota de 200 motocicletas em sua cidade natal, São Paulo. No final do ano, havia até 1.000 motocicletas e US$ 2 milhões em receita recorrente anual (ARR). Hoje, a startup atua em oito cidades no Brasil e na Cidade do México com uma frota de 10 mil motocicletas. Ela aumentou seu ARR 5x em 2021, o que significa que atingiu US$ 10 milhões em ARR até o final do ano passado, de acordo com o CEO e fundador. Rubens Zanelato.

A Verde Asset, uma das maiores gestoras de investimentos do Brasil, forneceu a parcela da dívida do último financiamento da empresa. Essa capital, disse Zanelattodá início ao plano da Mottu de quadruplicar sua frota até o final do ano e atingir 50.000 motocicletas até 2023.

Com o tempo, a Mottu evoluiu seu modelo e faz muito mais do que alugar motocicletas. Também oferece crédito, seguro, manutenção e suporte 24 horas para seus lojistas. E para aqueles que desejam se tornar mensageiros, Mottu também oferece uma escola de condução.

Seu último aumento segue um financiamento da Série A de US$ 20 milhões no início de 2021, que Zanelatto diz ter permitido à empresa aumentar significativamente sua frota, expandir geograficamente e desenvolver sua própria oferta de entrega, que é usada por mais de 1.000 varejistas. A Mottu planeja usar seu novo capital em parte para contratar mais de 50 engenheiros seniores, bem como um diretor de tecnologia (CTO), para aumentar seu número atual de 400 funcionários.

Em particular, a Base Partners e a Crankstart, uma fundação familiar com sede em São Francisco fundada por Harriet Heyman e Sócio Sequoia Capital miguel moritz — co-liderou a parcela de capital do financiamento da empresa. A Tiger Global Management participou das rodadas da Série A e Série B de Mottu.

Para quem não o conhece, Moritz endossou nomes como Google, LinkedIn, PayPal, Yahoo, Stripe, Klarna e Getir. O Crankstart foi formado para “resolver problemas sociais e suas causas subjacentes”.

De fato, o modelo de Mottu visa resolver uma série de problemas sociais na América Latina: desemprego e criminalidade.

“Nossos clientes são pessoas desempregadas com classificações de crédito muito ruins”, disse Zanelatto ao TechCrunch. “Essas pessoas não podem ir a uma concessionária e comprar ou alugar uma motocicleta para trabalhar como estafeta. E resolvemos todos os gargalos que os estafetas têm no seu dia de trabalho. Estamos tentando tornar nosso modelo de negócios um acéfalo para um mensageiro.”

Os clientes da Mottu pagam à startup uma taxa de aluguel semanal no valor de cerca de US$ 150 por mês, levando a startup a descrever sua oferta como “Hardware-as-a-service”. Seus clientes, disse Zanelatto, ganham em média mais do que o salário mínimo, que é de US$ 300 por mês no Brasil.

Além disso, no Brasil, houve um aumento nos roubos relatados realizados por correios falsos. Motocicletas rastreadas e com a marca Mottu “representam uma camada adicional de segurança para todos”, disse Zanelatto.

E quanto ao risco de alugar para pessoas com baixa pontuação de crédito? Incrivelmente, a empresa até agora tem zero taxas de inadimplência.

“Se não formos pagos, trancamos a moto”, disse Zanelatto ao TechCrunch. “Como eles precisam da moto para continuar ganhando dinheiro, eles querem nos pagar.”

Fernando Spnola, sócio da Base, disse ao TechCrunch por e-mail que vê Zanelatto como um “fundador frugal e realista, capaz de sonhar grande, mantendo os pés firmes no chão e os olhos focados na criação de um capital eficiente. o negócio. ”

“Rubens adotou uma nova abordagem para o problema da última milha e criou uma solução centrada na oferta”, acrescentou. “Ao colocar o serviço de courier no centro, a Mottu não está apenas indo bem, mas também construindo uma forte plataforma de negócios e tecnologia para avançar no comércio e na logística online no Brasil.”

Ele também acredita que “mudanças drásticas estão ocorrendo na forma como os comerciantes otimizam suas negociações online na economia pós-pandemia”. Como tal, a visão de Spnola é que Mottu está em uma posição única “para liderar o caminho como peça central da economia da Internet na América Latina”.

“Muitas soluções SaaS estão sendo criadas na América Latina para ajudar o pequeno e médio comerciante a operar online, a verdade é que não há comércio online viável sem logística confiável, que é a parte mais difícil da equação”, acrescentou.

A Mottu não é a única startup brasileira de capital de risco com a missão de ajudar as pessoas a encontrar oportunidades de trabalho por meio de um modelo de aluguel. A Kovi, com sede em São Paulo, opera seu modelo de assinatura de carro com tudo incluído na premissa de que mais pessoas na América Latina trabalhariam para empresas de compartilhamento de viagens se pudessem operar o veículo necessário. Essa startup em agosto passado levantou US$ 104 milhões em uma rodada de financiamento da Série B.

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