A transformação digital das micro e pequenas empresas ainda é incipiente no Brasil

De acordo com novas pesquisas, as micro e pequenas empresas brasileiras estão principalmente nos estágios iniciais de transformação digital, mas essas empresas estão cada vez mais abertas à inovação tecnológica.

Utilizando uma escala de 4 níveis, onde 1 é uma organização que opera de forma analógica, 2 é considerada “emergente” em termos de adoção, 3 está em um nível intermediário de digitalização e 4 é um líder digital, o Mapa de Digitalização da A Pesquisa Brasileira de Micro e Pequenas Empresas foi realizada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Fundação Getúlio Vargas (FGV) com 2.572 empresas em todo o país.

De acordo com a pesquisa, 66% das empresas do segmento estão nos dois estágios iniciais de maturidade digital, enquanto 30% estão no estágio intermediário (nível 3), e apenas 3% podem ser consideradas líderes digitais.

Além disso, como parte do estudo, foi medido o grau de implementação de 25 boas práticas no espaço digital e a utilização de tecnologias facilitadoras. De acordo com a pesquisa, a maturidade digital média das micro e pequenas empresas brasileiras é de 40,77 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100 pontos, onde 0 é uma empresa que não é digital e 100 é totalmente digital.

A pesquisa também constatou que o acesso à banda larga é uma realidade para 68,7% das empresas. Porém, apenas 27,5% das organizações pesquisadas possuem um site com funções interativas, enquanto 25,4% utilizam serviços de computação em nuvem e apenas 19% coletam ou armazenam dados de seus clientes.

O ensino a distância como meio de potencializar as competências da força de trabalho foi um método utilizado por apenas 17,7% das organizações pesquisadas, enquanto as ferramentas de segurança cibernética foram implementadas em apenas 21,4% das empresas pesquisadas. Um estudo separado conduzido por Marsh em nome da Microsoft descobriu que 84% das empresas no Brasil não conseguiram direcionar investimentos em segurança cibernética nos últimos meses, apesar do aumento de incidentes como resultado da pandemia Covid-19.

Em relação à inovação rápida e colaborativa, 43,7% das empresas pesquisadas no estudo da ABDI / FGV afirmaram estar abertas a opiniões e sugestões para o desenvolvimento de produtos ou serviços, mas apenas 11,6% se comprometeram com outras empresas e seus clientes nestes processos. .

Quando se trata dos motivos pelos quais as micro e pequenas empresas no Brasil lutam com a transformação digital, quase 40% dos entrevistados afirmaram que a principal dificuldade da transformação digital é a falta de recursos financeiros para investir. A falta de estratégia e de conhecimento sobre como digitalizar sua empresa foi apontada por 25% dos empresários como o principal entrave no processo. Por outro lado, 68% dos entrevistados disseram estar abertos a participar de algum tipo de programa de aceleração da maturidade digital.

Além dos desafios encontrados no relatório, os achados apontam oportunidades para a adoção de abordagens digitais nas micro e pequenas organizações brasileiras, responsáveis ​​por mais da metade das vagas de emprego brasileiras, segundo o presidente da ABDI. Igor Calvet.

“É fundamental que as empresas se adaptem e aproveitem os benefícios dessas tecnologias, que ajudam a aprimorar suas operações, criar novos modelos de negócios e gerar mais receita”, afirmou o executivo.

You May Also Like

About the Author: Adriana Costa

"Estudioso incurável da TV. Solucionador profissional de problemas. Desbravador de bacon. Não foi possível digitar com luvas de boxe."

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *