Abate de frangos no Brasil bate recorde no 1T21; porco para cima, gado para baixo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou o relatório Estatísticas da produção pecuária: resultados completos, que coletou dados do primeiro trimestre de 2021 sobre abate e exportação de frangos, suínos e bovinos, além da aquisição de leite e couro no período, entre outros dados relevantes sobre a produção agrícola brasileira.

O documento revela que o abate de frangos confirmou a tendência já apontada pelo levantamento dos primeiros resultados, divulgado em maio, e bateu outro recorde no primeiro trimestre de 2021, com 1,57 bilhão de cabeças abatidas. Isso representa um aumento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2020 e de 0,7% em relação ao quarto trimestre de 2020.

“Como o desempenho das exportações de carne de frango ficou apenas em níveis razoáveis ​​neste trimestre, podemos considerar que boa parte desse aumento foi destinada ao consumo interno”, informa o relatório. O aumento no abate de frangos cresceu em 19 das 25 Unidades da Federação que participaram da pesquisa, com destaque para Goiás, com crescimento de 16,8 milhões de cabeças. Por regiões, o Sul representou 60,4% do abate nacional, seguido pelo Sudeste (19,2%), Centro-Oeste (14,6%), Nordeste (4,2%) e Norte (1,7%).

Matança de porcos

Em relação aos suínos, os números também são positivos. No primeiro trimestre do ano, 12,62 milhões de cabeças foram abatidas. O valor representa um aumento de 5,7% (ou 677,63 mil cabeças a mais) em relação ao primeiro trimestre de 2020 e de 0,6% em relação ao período imediatamente anterior (quarto trimestre de 2020).

“Na comparação mensal, os melhores resultados foram registrados para os meses de janeiro, fevereiro e março, determinando assim o melhor primeiro trimestre da série histórica desde o início da pesquisa em 1997”, afirma o relatório.

O abate de mais 677,63 mil cabeças de suínos foi impulsionado por aumentos em 14 das 25 Unidades Federais participantes da pesquisa. Entre eles, destacam-se Santa Catarina (que lidera com 28,9% da participação nacional), Paraná (20,3%) e Rio Grande do Sul (17,5%). Ou seja: a região Sul representou 66,6% do abate nacional de suínos, seguida pelo Sudeste (17,7%), Centro-Oeste (14,6%), Nordeste (0,9%) e Norte (0,2%).

Abate de gado

No primeiro trimestre de 2021, foram abatidas 6,56 milhões de cabeças de gado, 10,6% a menos que a obtida no primeiro trimestre de 2020 e 10,9% a menos que a registrada no trimestre imediatamente anterior. Houve reduções em 23 das 27 Unidades da Federação. Na série histórica, o resultado não atinge níveis tão baixos desde o primeiro trimestre de 2009.

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