Abrigos para idosos adotam mais medidas de proteção.

JBr.

A população idosa faz parte do grupo em risco de infecção pelo novo coronavírus. Portanto, cuidados e atenção especiais são necessários ao lidar com idosos neste momento de pandemia. Os lares que abrigam idosos no Distrito Federal estão tomando algumas medidas restritivas para preservar a saúde dos mais vulneráveis.

O Lar dos Velhinhos Maria Madalena, no Núcleo Bandeirante, suspendeu a visita do público externo. Segundo a assistente social Lorena Sidor, os membros da família foram convidados a evitar a visita de refugiados mais velhos, tanto quanto possível, e se a visita for essencial, algumas regras devem ser seguidas. “Em casos excepcionais, as visitas são restritas a dois visitantes por vez, com duração máxima de 20 minutos. E somente se as pessoas não apresentarem sintomas semelhantes aos da gripe “, explica Lorena. Como alternativa, as reuniões podem ser realizadas por videochamada.

A saída do idoso também é restrita. Segundo a assistente social, se o idoso desejar sair de casa, ele deve assinar um termo de compromisso e estará sujeito a 15 dias de quarentena ao retornar ao abrigo; para isso, a administração do local já disponibilizou uma área isolada.

Lorena também enfatiza que o número de funcionários foi reduzido e que todos são inspecionados diariamente, além de usar equipamento de proteção individual (EPI). A recepção também está temporariamente suspensa no Lar do Velhinhos Maria Madalena. De acordo com Lorena, apenas os idosos que tiverem testes negativos para a covid-19 e a h1n1 serão recebidos no abrigo.

Ansiedade

A assistente social disse ao Jornal de Brasília que os refugiados mais velhos no Lar dos Velhinhos María Madalena “não estão respondendo muito bem a todas essas informações”. Segundo Lorena, aqueles que entendem “estão muito ansiosos para ouvir as notícias de que o vírus é mais mortal para os idosos”. O funcionário do abrigo também disse que os idosos notaram uma diminuição nas doações e que seus sentimentos são “esquecidos”.

“Estamos tomando algumas medidas sérias para evitar a ansiedade, como ligar a televisão, por exemplo. Sem o público externo, as coisas são diferentes, mas continuamos realizando atividades que são perturbadoras, como dominó, bingo e passear pela área verde do refúgio ”, relata Lorena. Entre eles, os idosos continuam a viver normalmente.

Casas precisam de doações

Lorena chamou a atenção para um problema preocupante. Com a proibição de visitas, o Lar dos Velhinhos sentiu um impacto nas doações. A instituição não tem fins lucrativos e precisa de doações para cuidar dos idosos. “Devido ao isolamento social, nossos esforços de captação de recursos, como o bazar, estagnam, então não podemos arrecadar dinheiro”, diz ele. Segundo Lorena, a ideia é iniciar um bazar na Internet para garantir uma renda.

Segundo a assistente social, os itens mais ausentes no Lar dos Velhinhos Maria Madalena são produtos de limpeza e higiene, como álcool, líquido e gel, água sanitária, fraldas geriátricas, luvas e máscaras; e alimentos não perecíveis. “Estamos abertos para receber doações e também estamos disponíveis para buscá-lo em sua casa. Antes de entrar em contato com os idosos, todos os produtos são examinados quanto à desinfecção “, enfatiza Lorena.

Outras Instituições

No Lar dos Velhinhos da Associação São Vicente de Paulo de Belo Horizonte, em Taguatinga, as visitas são totalmente suspensas. Luiza de Abreu, recepcionista da instituição, informou ao Jornal de Brasília que os idosos foram avisados ​​da situação de pandemia e estão “reagindo bem”. Segundo Luiza, a Defesa Civil do Distrito Federal segue todo o protocolo de prevenção adotado pela associação.

No asilo de Videiras, no núcleo rural de Sobradinho, o regime de visitas é reduzido por tempo indeterminado. Segundo o diretor Marcos Aurélio Ferreira Vasconcelos, as visitas só podem ser feitas no período da tarde e são restritas a familiares carentes. “Nesses casos, a visita dura no máximo 15 minutos em ambiente aberto, o familiar deve estar a um metro de distância do idoso e usar equipamento de proteção individual. Álcool em gel também está disponível. Mas, em geral, poucas pessoas vêm “, explica o diretor.

Saber mais

Marcos também enfatizou que a entrega dos medicamentos necessários é feita na porta da casa, os exames periódicos dos idosos refugiados foram cancelados e eles só podem sair do local em caso de emergência. “As visitas de profissionais que estão fora do lar de idosos também foram suspensas, por isso estamos trabalhando apenas com aqueles que estão dentro de casa.

Os funcionários que apresentam sintomas de gripe não devem trabalhar “, acrescenta o diretor.
Segundo Marcos, a equipe explicou a situação aos aproximadamente 30 idosos que moram no asilo. “Eles estão totalmente informados, entendem e compreendem as medidas”, garante. “Os idosos continuam vivendo entre si e não têm contato com o exterior. Nesse caso, eles estão em quarentena “, acrescenta. O diretor também observou que o local oferece atividades como sessões de cinema, terapia ocupacional, jogos e um passeio de carro para atender os idosos.

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