Altos IPOs em 2020 são apenas o começo da onda, diz Exchange Mayor – Notícias

Quão novas vendas de ações este ano Já entregaram R $ 66 bilhões em 47 operações, incluindo Ofertas Públicas Iniciais (IPO), quando uma empresa vende ações pela primeira vez na Bolsa de Valores, e no seguimento, quando uma empresa já listada decide aumentar o valor de suas ações no mercado. Como ainda há fila com pelo menos 45 outras empresas aguardando autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), é quase certo que esses negócios chegarão a R $ 90 bilhões em 2019, afirma Álvaro Gonçalves, presidente da Câmara Consultiva de empresas e estruturadores de ofertas B3.

“Não basta comemorar 30 IPOs pelo tamanho do mercado brasileiro. Deveria ser muito mais”, disse o executivo que preside um órgão da Bolsa de Valores formado por 20 representantes – de empresas e bancos a escritórios de advocacia e fundos de investimento. com o papel de auxiliar a B3 na criação e aprimoramento de produtos e serviços.

Gonçalves, que também trabalha há quase três décadas na Abvcap (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital, que congrega fundos de investimento de longo prazo no país), diz que os chamados private equity, que compram ações de empresas privadas, vão Eles geralmente representam o primeiro passo de uma empresa antes de abrir o capital.

“O número de transações na bolsa é baixo, mesmo quando comparado com o que vemos nos fundos de private equity, que ultrapassam as 300 transações por ano”, disse Gonçalves, também sócio e fundador da firma de private equity. Stratus. O executivo afirma que o número de brasileiros que investem na bolsa continua baixo e que não vê risco de que o aumento das ofertas de IPO possa levar os preços das ações a uma situação de bolha.

O preço da ação está 40% abaixo de 11 anos atrás. Ficamos dez anos em coma, andamos muito devagar agora e tem gente que fala que é preciso ter calma porque há perigo de bolha. Como assim?
Álvaro Gonçalves

Abaixo estão os principais trechos da conversa.

UOL: Por que 2020 foi positivo para IPOs em meio a uma crise econômica?

Álvaro Gonçalves: A verdade é que, desde 2016, quando as taxas de juros começaram a cair, havia a expectativa de que as operações em bolsa crescessem. Mas tivemos a crise política, a recessão e outros fatores que dificultaram o processo. Portanto, não basta comemorar 30 IPOs em um ano. Considerando o tamanho do mercado, deveria ser muito mais.

O número de transações na bolsa de valores é baixo, ainda que o comparemos com o que vemos nos fundos de capital de risco, que superam 300 transações por ano. Mas, como já tínhamos no Brasil com zero IPOs, quando tem 20 IPOs é comemorado.

De acordo com a Bolsa de Valores, o número de contas individuais atingiu 2,9 milhões ante 1,6 milhão em 2019. Esses investidores representam 23,6% do market share, ante 18,2% no ano anterior . Qual a importância das pessoas neste ciclo de IPO?

Temos um cenário de juros negativos não só no Brasil, mas no mundo, onde US $ 40 bilhões são aplicados em títulos privados com juros negativos. Nesse contexto, o jogo dos empréstimos financeiros é muito pouco lucrativo. Em seguida, o capital migra para a Bolsa. O fato é que isso já acontece há quase uma década no exterior, mas o Brasil atrasou oito anos por problemas internos, como o impeachment, a discussão sobre a previdência pública, além da nossa tradição de inquilinos, de querer ganhar facilmente com aplicação Livre de risco.

Mas com o mercado de ações em alta desde 2016 e o ​​influxo de tantos investidores, não existe o risco de que os preços fiquem artificialmente altos?

Não, se fizermos as comparações corretas. Se compararmos os índices Ibovespa e o SP500, dos Estados Unidos, por exemplo, dando uma base de 100 em 2010, o Ibovespa passou de 100 para 143, enquanto o SP500 ultrapassou 300. Mesmo considerando as economias dos dois países, é uma diferença muito grande.

Outro número. No pico histórico do Ibovespa, em maio de 2009, levando em consideração o IPCA, aquele recorde hoje equivaleria a 139.311 pontos. E qual foi o interesse na época? Era de 11% a 12%. Ou seja, tínhamos um Ibovespa de 139.311 pontos com uma taxa de juros bem superior à atual.

O preço da ação está 40% abaixo de 11 anos atrás. Ficamos dez anos em coma, agora andamos bem devagarinho, e já tem gente falando que é preciso ter calma porque há perigo de bolha. Como assim?

E como esse aumento de IPOs faz parte desse ciclo de juros baixos?

Quando as taxas de juros caem, as empresas procuram primeiro os empréstimos e depois procuram a bolsa de valores. Assim, vimos que aumentou a emissão de debêntures e outros títulos de dívida. Portanto, é natural que haja mais acompanhamentos do que IPOs no primeiro momento. As que seguem já têm ações em bolsa, estão indo de novo e, portanto, são casos de empresas mais preparadas e prontas para capturar. Aí, então, os IPOs também cresceram, com a chegada de empresas que se prepararam depois.

E qual é o papel dos fundos de private equity nesse processo?

O mercado tem mais dinheiro, mas não pense que é menos seletivo. O capital privado torna as empresas mais adequadas ao mercado e também prepara a gestão da empresa ao nível da gestão e das relações com o mercado. O private equity trabalha para investir tanto para reunir empresas menores, criando uma operação maior, quanto para preparar empresas que já são maiores.

A pesquisa mostra que as empresas que tinham capital privado antes de uma oferta pública inicial valorizam mais rapidamente.

Qual é o seu cenário após 2020?

Mesmo que tenhamos surpresas negativas, na economia ou na política, teremos mais IPOs. O mercado de ações veio para ficar. Estamos interessados ​​em investidores em ações, que é um elemento cada vez mais comportamental hoje. As pessoas hoje querem saber o que está acontecendo com seu dinheiro.

Muitas pessoas também estão percebendo que, ao investir em uma empresa, podem ser ativistas com o próprio dinheiro, ao invés de dar dinheiro para Brasília, que é o que acontece quando alguém investe em poupança ou compra títulos do Tesouro.

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