Análise: Inter domina o jogo contra o Boca, mas outra queda com Abel é quase e amarga | Internacional

O Inter pisou no gramado da Bombonera, forçado a viver uma noite para ser contado de geração em geração como a história de um time que tentou o inédito nesta quarta-feira para avançar para as quartas de final da Libertadores. O time de Abel Braga até jogou futebol à altura do desafio. Mas ele sucumbiu e sofreu uma disputa de pênaltis para o Boca Juniors.

++ Veja como o Inter eliminou
++ Abel frustrado por uma queda do Boca

E a história para contar é a de um Inter que, depois de parecer tão desorientado em campo, finalmente encontrou um desempenho gigante. Ele era o senhor do jogo, devolveu a derrota no Beira-Rio com uma vitória por 1-0, mas ele não escapou de outra queda na temporada.

No segunda vitória com Abel, Inter também amargamente segunda eliminação nos pênaltis com Abel. Mas qual é o fim da única oportunidade de título que resta também? indica o caminho a seguir para pelo menos guardar a honra com a vaga na Libertadores.

Se continuar sem sucessos e mais decepções amargas, o Inter pelo menos viveu uma de suas melhores atuações no ano. E há um parâmetro a seguir no futuro.

Patrick foi o melhor do Inter na Bombonera – Foto: Ricardo Duarte / Divulgação, Inter

De volta ao campo, Abel preparou uma escalação cheia de surpresas para o duelo da Bombonera. As mudanças ocorreram no plural e em todos os setores.

Rodinei e Moisés foram os lados. Rodrigo Lindoso atuou como primeiro meio-campista, com a inesperada presença de Praxedes como um dos meio-campistas internos ao lado de Edenílson. Marcos Guilherme (outra surpresa) e Patrick foram os extremos, tendo Thiago Galhardo como referência.

Foi a oitava escalação diferente de Abel em oito jogos com quatro esquemas comprovados. E o 4-1-4-1 que quase fez história em La Bombonera veio para ficar. Entre todas as frustrações e fragmentos de uma queda dessa natureza, um entulho positivo permanece: o treinador finalmente encontrou seu sistema de jogo.

Depois de perder a primeira mão, o Inter precisava vencer e, claro, atacar o Boca Juniors em seu reduto. Mas o ponto de partida da estratégia de Abel na Bombonera foi fechar espaços na defesa.

Provável escalação do Inter – Foto: ge

No Beira-Rio, o Boca foi lavado, não só pela chuva, nas lacunas que o Inter deixou na parte de trás do volante. Um prato cheio para Cardona para substituir a velocidade de Villa e Salvio em campo.

Isso nunca aconteceu em Bombonera. As duas meias centrais e extremas baixaram para congestionar o campo de defesa do Colorado. O sistema fez crescer a dupla Rodrigo Moledo e Víctor Cuesta, protegida para viver uma atuação quase perfeita.

Galhardo foi quem pegou a bola do Boca, para o atacante. O resto da equipe não perdeu tempo em se recompor para fechar as faixas de ultrapassagem na posição mais distante. E o Inter não arriscou.

Assim que você sentir que o jogo foi projetado de acordo com sua estratégia, O Inter tornou-se o dono do jogo. Com linhas baixas, a equipe desarmou os ataques com a mesma alegria com que armou os contra-ataques, explorando a velocidade de seus extremos, especialmente de Patrick.

Thiago Galhardo no travessão contra o Boca – Foto: Ricardo Duarte / Divulgação, Inter

O meio-campista liberou dois companheiros na área dois movimentos individuais na primeira metade. Na primeira, Thiago Galhardo explodiu na trave. Na segunda, Praxedes caminhava de mãos dadas com Andrada. Mas o caminho para a meta foi traçado.

Foi lá que Patrick encontrou Moisés atrás de Buffarini, uma avenida na defesa do Boca. O zagueiro saiu livre dentro da área e cruzou rasteiro. Pouco depois de 2 minutos, Fabra marcou contra o gol que levou aos pênaltis.

Em uma Bombonera lotada, o golpe forte poderia inflamar uma multidão capaz de liderar seu time do coração à vitória. No silêncio das arquibancadas sem torcida, o gol só reforçou a superioridade do Inter.

O Colorado entrou na disputa de pênaltis após 90 minutos de soberania, enquanto ainda controlava o jogo em todos os momentos. Marcelo Lomba fez uma única parada, chutando Tevez. Mas a área era território proibido para o Boca Juniors.

A eliminação transforma uma noite eterna em decepção. E mesmo o melhor desempenho sob Abel deixa sinais de melhora. O treinador apontou mais para sua equipe para “matar” o jogo. Antes, os pênaltis isolados aconteciam nas quartas de final. Muito longe.

Você sai do jogo com a convicção de que poderá eliminar em 90 minutos. Não estamos felizes em fazer o segundo. Não nos saímos bem, não fizemos o melhor passe, não tomamos a melhor decisão ”

– Abel Braga

Eliminado da Libertadores, o Inter só tem o Brasileirão para jogar até o final da temporada. O time do Colorado retorna de Buenos Aires em um vôo fretado na manhã desta quinta-feira e se apresenta para o treinamento da tarde no gigantesco parque CT.

O Colorado retorna a campo neste sábado às 19h para enfrentar o Botafogo, no Beira-Rio, pela 25ª jornada do Brasileirão. A equipe ocupa a sexta posição, com 38 pontos.

Novo banner da Inter International – Foto: Infoesporte

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