Andrey Lopes pede desculpas por cartão no Palmeiras e aguarda Abel: “Vamos construir juntos” | Palmeiras

A entrevista coletiva de Andrey Lopes após a vitória do Palmeiras sobre o Atlético-MG, esta segunda-feira, no Allianz Parque, foi marcada por uma boa avaliação do momento vivido pela equipe nas últimas semanas e também por um pedido de desculpas.

Para comemorar o terceiro gol do Verdão, marcado por Wesley, o intervalo invadiu o campo para comemorar o importante resultado junto aos jogadores. O auxiliar, porém, viu o cartão amarelo do árbitro Braulio da Silva Machado.

– Antes de iniciar a entrevista, eu, como auxiliar do Palmeiras, queria destacar uma atitude que eu tive que não foi correta e fui punido com amarelo por invadir o campo. Invadi o campo porque tivemos resultados ruins, mas conseguimos reverter essa situação e fiquei muito feliz. Era a vibe que eu tinha na época, mas invadi o campo com euforia para comemorar – disse Andrey Lopes.

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Andrey Lopes pede desculpas por comemorar gol do Palmeiras – Foto: Marcos Ribolli

A vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-MG levou o Palmeiras a conquistar a quarta vitória consecutiva da temporada (duas pelo Brasileirão, uma pela Libertadores e uma pela Copa do Brasil). No Campeonato Brasileiro, o Verdão agora tem 28 pontos, na sétima posição.

Com Abel Ferreira no box do Allianz Parque nesta segunda-feira, Andrey Lopes fez sua última partida à frente do time. A sensação é entregar uma equipa aos portugueses em momento de evolução.

– A equipe não chegou em boa hora. Estou no Palmeiras há três anos, conheço os atletas. Dentro disso, o que pedimos, é hora dos treinadores. O que aconteceu, eu tenho tempo com os atletas do Palmeiras, tenho três anos com eles. Para o jogo de Fortaleza a estratégia não funcionou, eu já tinha o conhecimento do que poderia ser feito porque conheço os atletas, onde cada um gosta de jogar, o que a mecânica os facilita. Portanto, o tempo torna mais fácil ter essa equipe. Os atletas também compararam a ideia do jogo, e é claro que houve uma evolução – disse o auxiliar.

– Abel vai assumir o Palmeiras. É uma responsabilidade e tentarei ajudar da melhor maneira possível. Você vai se encontrar com os atletas, vai ter sua compreensão do jogo, então vamos construir juntos. Fiquei pouco tempo, não é para deixar um legado. Vou ajudar o Palmeiras a vencer. Legacy está na Academia todos os dias para melhorar cada vez mais, acrescentou.

Veja a sequência de fotos da comemoração:

Palmeiras x Atlético-MG, festa de Cebolla – Foto: Marcos Ribolli

Andrey Lopes, do Palmeiras, contra o Atlético-MG – Foto: Marcos Ribolli

Andrey Lopes, do Palmeiras, recebeu cartão amarelo – Foto: Marcos Ribolli

Veja outros trechos da coletiva de imprensa de Andrey Lopes:

Evolução
– Aumentei a fasquia para o Palmeiras, que tem que ser lá em cima, não é o Andrey nem o Abel. O Palmeiras deve sempre disputar títulos. Não é o Andrey, se o time fosse bom fico feliz, mas espero que o Abel levante ainda mais a batuta. Fizemos três competições sob o meu comando, estou feliz, claro, mas o Palmeiras tem que ser campeão, isso é fundamental.

Raphael Veiga e presença na área
– É um conjunto de coisas. O Veiga tem muita qualidade, competência técnica e rapidez. E com ele tinha uma sequência de jogos, cada jogador pede, e ele tinha comigo. O pedido para chegar à área foi o meu pedido, sim. No futebol moderno, um armador precisa pisar na área para marcar. Coleciono muito dele, do Zé Rafael, que jogou mais atrás, do Lucas Lima, do Scarpa, o meia tem que pisar na área e ajudar na marcação. O futebol hoje exige isso.

Felipe Melo como volante
– O Felipe vinha jogando na defesa, e sair três é uma situação que fazemos. Com a qualidade dele, de Luan e Gómez, por que não começar com três? A qualidade da marcação dele, posicionando-se à frente do Gustavo e do Luan, foi suave, ele se saiu bem, como havíamos planejado.

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Ron
– Falamos muito individualmente, do Veiga, do Felipe Melo, do Rony, mas o mais importante é o grupo que permite que eles tenham aquele papel individual. Poderíamos começar no Menino e terminar no Ron, mas são qualidades de cada atleta para fazer o set. O Ron tem uma velocidade incrível, ajuda muito na marcação, faz o trabalho que lhe é dado. O que você tem que entender, eu te falo muito, não faz sentido apenas tomar uma atitude, ou fazer junto ou não. Existem onze no campo. Não faz sentido apenas fazer um. O Ron se encaixou nesse modelo que criamos para esses jogos, com o contra ataque.

Contra ataque
– Não me lembro, talvez com o Cuca, com o Felipão e o Marcelo Oliveira, foram times que jogaram mais no contra-ataque. Mas o Palmeiras sozinho é muito grande, você pode jogar reviravolta, propor mais, ter mais posse, vai com as características do grupo e do rival. Uma equipe como a nossa não pode se conformar com o rival, pela leitura que tem sobre ele. É a estratégia para vencer o jogo. Com a qualidade e inteligência que possuem, é fácil conversar. Construímos a estratégia juntos.

Xadrez
– Estou feliz com esse trecho que tive como interino do clube. Às vezes eu tenho 47 anos, trabalho no futebol há muito tempo, as pessoas não entendem tudo. Não é que eu fiz, é o dia-a-dia do clube, onde trabalhamos com os atletas, que construímos as situações. Ok, eu estava no comando na época, não que seja Cebolismo, mas tudo bem. É um profissional que está aqui, tenho algum tempo no futebol, não é uma situação empírica. Trabalhamos, nos dedicamos, isso é fundamental e continuarei fazendo isso na minha carreira. Eu sei que Abel vai passar coisas para mim, eu vou passar para ele.

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