Apoiadores de Bolsonaro atacam sede da polícia

Policiais e manifestantes entraram em confronto em Brasília na segunda-feira

Apoiadores do presidente de extrema-direita do Brasil, Jair Bolsonaro, tentaram atacar a sede da Polícia Federal em Brasília na segunda-feira.

A tensão aumentou depois que a polícia prendeu um líder indígena pró-Bolsonaro.

Bolsonaro foi derrotado nas eleições do mês passado por seu rival de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, mas alguns de seus apoiadores se recusam a admitir a derrota do presidente.

Eles incendiaram vários veículos e bloquearam várias estradas, disse a polícia.

A polícia disse que os manifestantes “tentaram invadir” o prédio da Polícia Federal, onde José Acácio Serere Xavante estava detido.

O desembargador Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a detenção do líder indígena por 10 dias por “presumíveis atos antidemocráticos”.

Segundo os procuradores, José Acácio Serere Xavante teria “tentativo incitar o povo a tentar abolir o Estado de Direito e impedir a posse do presidente e vice-presidente eleitos”.

Os procuradores não deram detalhes sobre como a liderança indígena teria tentado impedir a passagem do poder, marcada para 1º de janeiro.

Serere Xavante postou um vídeo de sua prisão conclamando as pessoas que se aglomeraram em frente à sede da polícia a “abster-se de participar de conflitos, brigas ou confrontos” com a polícia.

“O que infelizmente aconteceu, a destruição de viaturas e o ataque ao quartel da polícia, não pode continuar”, acrescentou.

Um ônibus em chamas é visto enquanto apoiadores do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, protestam depois que o juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes ordenou um mandado de prisão temporária para o líder indígena José Acacio Serere Xavante por supostos atos antidemocráticos, em Brasília, Brasil, em 12 de dezembro de 2022.

Os manifestantes incendiaram vários veículos.

A polícia disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes. Os bombeiros disseram que cinco ônibus e oito carros pegaram fogo. Várias estradas importantes permaneceram fechadas na manhã de terça-feira.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que o “vandalismo” foi provocado por “uma minoria enfurecida”.

O incidente ocorreu logo depois que a comissão eleitoral do Brasil certificou Luiz Inácio Lula da Silva como o vencedor oficial da eleição presidencial de outubro.

Bolsonaro ainda não admitiu a derrota, mas um desafio apresentado por seu partido foi rejeitado.

A comissão também rejeitou acusações infundadas de apoiadores de Bolsonaro de que a vitória eleitoral de Lula havia sido fraudulenta.

Lula, que venceu o segundo turno por uma margem de 1,8 ponto percentual no mês passado, disse em um discurso emocionado que a democracia venceu apesar das tentativas do presidente Bolsonaro de desacreditar o sistema eleitoral.

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