Após o aborto, uma menina de 10 anos está bem e será reavaliada, diz hospital – Jornal CORREIO

A menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada pelo tio conseguiu expulsar o feto espontaneamente nesta segunda-feira (17), após a indução iniciada pelos médicos do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), em Recife (PE )

Já pela manhã a menina passou por uma avaliação multiprofissional que analisou a necessidade de uma curetagem para eliminar os últimos vestígios do feto, segundo informações da Uol. A menina está acompanhada da avó e de uma assistente social que a acompanhava do Espírito Santo, onde mora a menina.

“Quando o aborto é induzido por medicamentos, às vezes não é completo; Se você fizer isso, você deve fazer uma curetagem hoje. Se tudo correr bem, ela deve receber alta amanhã ”, explica Benita Spinelli, coordenadora de enfermagem da unidade. .

A menina foi para Recife depois que o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, em Vitória (RS), se recusou a fazer o aborto. Segundo reportagem do Fantástico, equipe da unidade alegou que já passou o tempo da gravidez em que o aborto é permitido, mesmo com autorização judicial indicando que o aborto de mais de 20/22 semanas nos casos de gravidez por estupro é legítimo e legal. risco à vida da mulher e do feto com anencefalia.

A enfermeira disse que o processo de aborto leva horas, mas até agora tudo corre como esperado. “” Para fazer isso, há uma sequência. Assim que chegou, a indução foi feita, mas leva algumas horas. Ele já a expulsou, na verdade, e agora ela está sendo atendida por essa equipe multiprofissional ”, explica.

A coordenadora convocou protestos em frente ao hospital ontem à noite, que tentaram evitar que o aborto da menina “caísse”.

“Algo completamente contraditório; pessoas que fazem esse tipo de atividade fora de um hospital, que é um lugar que exige silêncio, tranquilidade, até porque se trata de uma menina de 10 anos que foi estuprada há quatro anos, que teve que sair de outro estado para têm seus direitos garantidos ”, critica.

“Temos que salvá-la dessa bagunça que foi feita ontem na porta de um hospital”, diz ela, destacando que é uma menina em situação de extrema vulnerabilidade, que estava o mais protegida possível do que acontecia lá fora.

Nesta segunda-feira, o local está tranquilo, sem manifestantes.

O cara está solto
Segundo a Polícia Civil, a menina é vítima de estupro desde os 6 anos de idade. Nos últimos 7 anos, acompanhada de uma tia, deu entrada em um hospital público de São Mateus, a 220 km de Vitória, alegando estar grávida, o que foi confirmado por exames.

Mais tarde, a menina disse que havia sofrido abusos há quatro anos, mas não denunciou o tio pelas ameaças que sofreu. O suspeito de 33 anos foi acusado de estupro de pessoas vulneráveis ​​e a ameaça é generalizada.

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