Argentina ansiosa para se juntar ao BRICS, diz embaixador em Moscou — MercoPress

Argentina está ansiosa para se juntar ao BRICS, diz embaixador em Moscou

Terça-feira, 12 de julho de 2022 – 20:53 UTC


Rússia fica sabendo do interesse da Argentina em ingressar no BRICS e Putin voa para o Irã, que também se candidatou à aliança

O embaixador da Argentina em Moscou, Eduardo Zuain, disse ao governo russo nesta segunda-feira que seu país espera se tornar um membro pleno do BRICS, a aliança global formada por seus anfitriões junto com Brasil, Índia, China e África do Sul.

De acordo com o último relatório sobre a população mundial, a Índia e a China são os dois maiores países do planeta em termos de número de pessoas que vivem lá.

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Entrar na aliança econômica mais nova e de mais rápido crescimento ajudará a Argentina a fortalecer “seu desenvolvimento multilateral”, disse Zuain ao serviço de notícias russo TASS.

“Um dos nossos sonhos é finalmente começar a trabalhar lado a lado com os grandes países [BRICS]”, acrescentou Zuain em linha com as recentes declarações do chanceler argentino Santiago Cafiero.

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“Esperamos o dia em que finalmente nos juntemos a este grupo e o desenvolvimento multilateral nos ajudará a avançar”, acrescentou o embaixador, embora não tenha comentado quando essa incorporação poderá ocorrer.

“O mundo agora carece de meio ambiente e outras oportunidades para realizar um diálogo normal”, insistiu Zuain.

Tanto a Argentina quanto o Irã se inscreveram no mês passado para ingressar no BRICS. Na época, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, havia dito que esses países são candidatos dignos e que o processo preparatório para expandir a organização já havia começado. O Irã, o outro país que espera se juntar ao BRICS, tem a segunda maior reserva de gás do mundo.

Em relação ao Irã, em um mundo altamente interconectado onde as coisas não acontecem por acaso, o presidente russo Vladimir Putin visitará Teerã em 19 de julho junto com seu colega turco Recep Tayyip Erdogan para conversas conjuntas sobre o processo de paz de Astana com o anfitrião Ebrahim Raisi, bem como para conversações bilaterais. problemas, confirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na terça-feira.

O acordo político na Síria foi iniciado pela Rússia, Türkiye e Irã, os três países que também atuaram como garantes do processo de paz sírio, com a participação de funcionários do governo de Damasco e membros da oposição síria. As primeiras negociações foram realizadas em Astana, então capital do Cazaquistão, em janeiro de 2017. Astana foi renomeada como Nur-Sultan em 2019, mas as negociações de paz ainda são conhecidas como processo de Astana.

A China é de longe a maior economia do grupo BRICS, respondendo por mais de 70% do poder econômico coletivo do grupo de US$ 27,5 trilhões. A Índia responde por cerca de 13%, e Rússia e Brasil cerca de 7% cada, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O bloco BRICS foi criado em 2009. Todos os membros juntos representam mais de 40% da população mundial e cerca de 26% da economia mundial.

Zuain, ex-vice-ministro das Relações Exteriores, foi acusado junto com a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner (CFK) e outros acusados ​​de alta traição por sua participação no chamado caso do Memorando do Irã, acordo por meio do qual a justiça argentina investiga a bomba ataque em 1994 contra um centro judaico em Buenos Aires envolvendo suspeitos iranianos obedeceria às condições impostas pelo país asiático.

Zuain também foi fundamental na chegada das vacinas anti-COVID-19 Sputnik V na Argentina, foi relatado. Enquanto isso, um suspeito avião de carga venezuelano-iraniano permanece encalhado em Buenos Aires por suspeita de ter ligações com atividades terroristas patrocinadas pelo Irã.

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