Atriz revela que gravou com ayahuasca

A atriz Paula Picarelli que interpretou a personagem Rafaela, parceira romântica de Aline Moraes (Clara), na novela Mulheres Apaixonadas (2003) da TV Globo, atualmente exibida no canal pago. Viverrevelou, na sexta-feira, 13, que gravou cenas do livro sob a influência da ayahuasca, um chá alucinógeno usado em rituais espirituais.

Crédito: Reprodução / TVGloboMulheres Apaixonadas: Atriz revela que gravou com ayahuasca

“Entro na caixa e abro a garrafa com ayahuasca que Alma me deu. Eu pego uma colher. ‘Basta pegar uma colher’, sua voz ecoa na minha cabeça, como um flashback de uma novela mexicana. Eu pego mais um e outro ”, disse Picarelli.

“Quarenta minutos depois, ouço meu nome, me chamam para a gravação. Estou completamente presa e penso, agora como a narração de um filme de terror e terror: ‘Estou em transe e vou vomitar em rede nacional’ ”, continuou a atriz Mulheres Apaixonadas.

A atriz disse que vivia em “paranóia” na época em que a novela foi gravada e adotou rituais religiosos para enfrentar o medo e a angústia que sentia.

“Em 2003, ao filmar a novela Mulheres Apaixonadas, mergulhei em um culto religioso. Todos os dias, quando eu acordava de manhã até ir para a cama, tudo que pensava e sentia era medo. O mundo escondido que eu acreditava que existia me assustava, me assombrava, me atacava e eu passava a maior parte do meu tempo tentando me proteger, enviando anjos, segurando cristais, uma miríade de práticas mentais e ordens. A novela foi o ponto alto dessa paranóia. hoje vejo esse medo no meu corpo quando me olho nas cenas da novela. no livro ‘Seita – o dia em que entrei para uma seita religiosa’, crio uma ficção para tentar compreender e expressar o que vivi e quem sabe, para que esta experiência seja útil de alguma forma ”, disse a atriz.

Ayahuasca, Santo Daime e as religiões amazônicas

Consumida há milênios pelas comunidades indígenas do Brasil, Peru e Equador, a ayahuasca é o objetivo da pesquisa por neurocientistas, farmacologistas e psiquiatras. Sua popularidade começou a cruzar as fronteiras amazônicas através do seringueiro maranhense Raimundo Irineu Serra, que após consumir chá na década de 1920 teve uma epifania.

Irineu viu Nossa Senhora da Conceição e sob o efeito alucinógeno da ayahuasca criou a doutrina do que viria a ser conhecido como Santo daime, que junto com outras religiões foi fundada no consumo do chá como União do Vegetal e Barquinha, tem difundido seu consumo para fins espirituais.

Embora o uso de chá para fins religiosos tenha publicado pelo governo brasileiro desde 2010, seu comércio e publicidade são proibidos.

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