Autoridades eleitorais brasileiras invadem casa do ex-juiz Sergio Moro

O ex-ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, durante a cerimônia de lançamento da candidatura do deputado Luciano Bivar em Brasília, Brasil, 31 de maio de 2022. REUTERS/Adriano Machado

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SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) – As autoridades eleitorais do Brasil executaram uma ordem de busca e apreensão na manhã de sábado na casa de Sergio Moro, ex-juiz que liderou uma das maiores investigações de corrupção do Brasil, ex-ministro da Justiça e atual candidato à Presidência da República. Senado.

Esta é a primeira vez que Moro, que fez seu nome liderando a massiva investigação de corrupção “Lava Jato” que prendeu parte da elite política e empresarial do Brasil, incluindo o atual candidato presidencial Luiz Inácio Lula da Silva, é alvo das autoridades eleitorais.

A ordem judicial, à qual a Reuters teve acesso, atende a um pedido de advogados do Partido dos Trabalhadores (PT) de Lula, que argumentavam que havia irregularidades no material de campanha de Moro.

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Em nota, os advogados de Moro confirmaram o mandado de busca, mas negaram irregularidades em seu nome e chamaram o pedido do PT de “iniciativa agressiva”.

“Hoje o PT mostrou a ‘democracia’ que pretende estabelecer no país, promovendo uma busca abusiva da minha residência e sensacionalismo na divulgação da matéria”, disse Moro no Twitter sobre o suposto tamanho incorreto da fonte em alguns materiais eleitorais.

“Nada comparável aos bilhões de reais roubados durante os governos do PT e Lula. Eles não vão me intimidar, mas rejeito a tentativa grotesca de me difamar e intimidar minha família”, disse.

Moro, 49, entrou na política como ministro da Justiça no início do governo do presidente de direita Jair Bolsonaro em 2018, antes de acusar Bolsonaro de má conduta e renunciar em 2020.

Ele se candidatou à presidência sem sucesso nas eleições de outubro deste ano, mas, com pouco capital político, decidiu concorrer a uma cadeira no Senado pelo Paraná.

Na mesma decisão de sábado, a Justiça Eleitoral também ordenou a exclusão de vídeos de Moro publicados no YouTube que violassem as normas estabelecidas no regulamento eleitoral.

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Informações de Ricardo Brito; Reportagem adicional, escrita por Steven Grattan; Editado por Jonathan Oatis

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