Autuori não foge das críticas na derrota do Botafogo: “Hoje foi um jogo horrível” | bota

UMA Derrota do Botafogo por 2 a 1 contra o Bahia A noite de quarta-feira deixou a torcida ainda mais desconfortável com Paulo Autuori e com o futebol demonstrado pelo time. Em conferência de imprensa, o próprio treinador do clube analisou que “hoje foi um jogo horrível”.

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Questionado sobre a ausência de Luis Henrique na equipe, Autuori lembrou da saída de outros jogadores do elenco. Um dos maiores problemas do treinador nesta primeira parte do Campeonato Brasileiro tem sido o plantel curto, que não admite muitas variações.

– Não foi só o Luís Henrique que saiu. Luís Henrique já não jogava há alguns jogos e o time se portava muito bem, como no confronto com o Corinthians, por exemplo. O que faltou foi futebol. A gente não joga e quando é, a responsabilidade coletiva é minha, simples assim. Não tem dificuldade. Hoje foi um jogo horrível, muito ruim, e todos nós sabemos disso. Era uma equipe sem mudanças de velocidade e direção e sem ideias.

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Paulo Autuori reconheceu má saída do Botafogo na noite de quinta-feira – Foto: André Durão / ge

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“Cascudo” desde o longo período em que é treinador de futebol, Autuori manteve a sua tradicional serenidade e assumiu para si a responsabilidade pelo mau jogo e o resultado. Segundo ele, a maior preocupação não está na ausência da Honda, mas no possível desfalque de Bruno Nazário para o futuro.

– Em termos coletivos, não éramos uma equipe e não podíamos jogar. Você não tem que se justificar com isso ou aquilo. Tem que ser o mais claro, direto e objetivo possível. E a objetividade diz que quando uma equipe não joga como deveria, ela tem uma responsabilidade. Dentro disso, acho que já jogamos alguns jogos sem a Honda que poderíamos jogar. Eu posso citar alguns deles. Minha preocupação é com o que aconteceu com o Bruno Nazário, porque ele é um jogador que ficar sem ele no momento não será fácil.

Com a derrota do Bahia, o Botafogo cai para a penúltima posição do Campeonato Brasileiro, com 11 pontos em 12 jogos. O primeiro time a sair da zona é o próprio Bahia, com mais um ponto (o Bota está em 19º lugar devido à diferença no número de vitórias). O único time atrás do Alvinegro é o Goiás, com nove pontos em nove jogos.

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– Acho que mesmo sem a Honda, jogamos jogos diferentes. Hoje jogamos muito mal em todos os sentidos. Era uma equipe arrastada, incapaz de mudar de velocidade e direção. Ficou claro que alguns jogos não vencemos e alguns jogos que perdemos, como o jogo do Vasco, em que a equipe produziu. Hoje não. Não há justificativa para qual foi nosso jogo. Obviamente eu, como responsável pelo jogo coletivo da equipe, embora tenha algumas noções, isso é responsabilidade do treinador. E sou eu que estou dirigindo.

– E o Botafogo sempre jogou com coisas muito claras, embora tenhamos deixado de ganhar alguns jogos por erros, mas foram erros específicos. Hoje, ao longo do jogo, não tínhamos ideias, não jogámos, ou seja, tudo o que tínhamos conseguido de forma sólida agora se diluiu de forma muito clara. Portanto, a leitura que faço é esta. Não há justificativa para isso a não ser assumir o jogo muito ruim que jogamos hoje.

Matheus Babi começa no banco

– Babi teve uma ótima sequência de jogo. No último jogo ele sentiu as duas panturrilhas e havia um claro sinal de que algo estava errado e apenas sentimos a necessidade de mantê-lo para o jogo contra o Fluminense. Se tivesse que entrar seria por pouco tempo, mas não 90 minutos porque tem muita carga.

– Nunca vou deixar de zelar pela integridade dos jogadores, porque não é minha característica ter medo de nada. Você tem que fazer as coisas de forma lógica e clara e essa foi a pergunta de Babi. Nós até conversamos sobre isso. O objetivo era que ele estivesse no auge no domingo. Hoje ele é um jogador fundamental para nós.

Você se sente confortável no trabalho?

– Me sinto confortável em qualquer lugar, em qualquer circunstância, a qualquer hora e na frente de qualquer pessoa. Porque para mim as coisas são assim, simples como água. Portanto, não há momento favorável ou desfavorável, não há circunstâncias boas ou ruins, não há pessoas ou lugares onde eu não me sinta confortável. Sempre me sinto confortável porque estou confortável com a vida. Minha cauda não está presa a nada nem a ninguém e posso andar em qualquer circunstância com a cabeça erguida.

– E o futebol está aí. Talvez, se você estivesse em uma posição gerencial, talvez você estivesse pensando sobre o desempenho dos treinadores envolvidos. É uma pergunta lógica. Não preciso de ninguém para me fazer analisar isso muito claramente. Talvez, se ele fosse outro treinador com o mesmo desempenho, ele não estaria mais aqui. Não vejo dificuldade nisso e nem o Botafogo precisa se preocupar com nada. Aqui não está a figura do Paulo, a figura do treinador.

– Minha aposta aqui no Botafogo não é única e exclusivamente o time. Foi e é também outras coisas. Algumas consegui com muito esforço das pessoas que dirigem o clube, como o presidente e a comissão. Eu vi seu esforço extraordinário tentando recuperar os salários. O Botafogo, hoje, está nesta situação e é o seu mérito. Avançar na Copa do Brasil também foi importante. Algumas coisas foram alcançadas e outras não. Quando for esse o caso, existe uma pessoa responsável e essa pessoa sou eu.

– Não tem nada a ver com problemas técnicos. A ideia é justamente preservar a questão técnica, por causa de um jogador que teve uma sequência muito alta e saiu do jogo contra o Atlético-GO sentindo as duas panturrilhas. Era um risco sério. Então, conversamos com ele e achamos que ele era importante porque é um jogador importante para a equipe, só o colocaríamos se fosse necessário para a contribuição dele. Mas ainda assim não colocamos 90 minutos nas nossas costas. Ele é um jogador muito importante para nós.

– Tem uma carga de jogo muito alta porque executou quase todos os jogos. Você vê que em setembro tivemos nove jogos e ele praticamente participou de todos eles. Ele é um jogador que não estava habituado a essa veia forte. Hoje, de forma mais acentuada, pelo calendário brasileiro por conta da pandemia. Era para salvaguardar a integridade física do jogador. Ele sabe disso e nós conversamos sobre isso.

– Tecnicamente ele é um jogador importante e também porque temos mais um jogo importante no domingo. Essa era a perspectiva de não começar com ele, o que vinha sendo planejado desde o fim do jogo contra o Atlético-GO, quando ele se queixou de dores nas duas pernas.

– Jogamos muito mal, muito mal. Completamente fora do que estávamos apresentando. Hoje foi um jogo sem ideias, não fizemos nada que já tivéssemos solidificado nos jogos anteriores de uma forma muito clara. Jogamos sem ideias, era um jogo de arrasto, não tínhamos mudanças de velocidade e direção, tudo fica mais fácil para o adversário.

A saída de Bruno Nazário foi fundamental para a derrota?

– O problema não foi sua saída do jogo. Minha preocupação é o que aconteceu. Não sabemos ainda, ele foi ao hospital para fazer exames e vamos esperar. Esperamos que não seja algo sério. Não se trata do jogo, é muito mais completo. Tem a ver com a possibilidade de perdê-lo por muito tempo. Espero que não seja nada sério e que as suspeitas negativas se transformem em suspeitas e não realidade.

Conversa com jogadores

– O fato é que hoje jogamos muito mal, foi nosso pior jogo. Fizemos outros jogos com uma qualidade bastante razoável como Fortaleza, Corinthians e Atlético-PR, além do jogo com o Flamengo, e sofremos muito com este mês. Foi um mês que já sabíamos de antemão que seria muito difícil, com um desgaste enorme.

– Não podemos parar e também parar de pensar que perdemos jogadores em termos quantitativos, foram muitos. E a gestão está se movendo com o intuito de substituir isso, de normalizar de alguma forma que seja assertiva e que venham jogadores que possam dar mais opções de qualidade e qualificar mais a equipe.

– Foto: Divulgação

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About the Author: Adriana Costa Esteves

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