Blackout leva governo do Amapá a declarar emergência

O governo do Amapá declarou situação de emergência devido ao apagão que deixou pelo menos 13 cidades na escuridão desde a noite de terça-feira (3). Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou que 14 dos 16 municípios do Amapá foram afetados pela falta de energia elétrica.

“Assinamos o decreto de situação de emergência acertado com a Defesa Civil Nacional e a Defesa Civil do Estado”, anunciou hoje o governador Waldez Góes, nas redes sociais (6). Segundo Góes, a medida vai permitir a liberação de recursos “para o gerenciamento da crise causada pela falta de energia elétrica no Amapá”.

Segundo o governador, na discussão do decreto com o secretário de Defesa e Proteção Civil da Nação, Alexandre Lucas Alves, foram definidos os objetivos prioritários do plano de ação para o enfrentamento da situação, como a viabilização da contratação de geração emergencial de energia elétrica para atender áreas críticas. ; apoiar cidades afetadas; fornecer logística para distribuição de água potável à população e combustível para abastecimento dos geradores contratados, além da aquisição de hipoclorito para distribuição à população com orientação adequada.

“Paralelamente, continuamos a acusar o governo federal e o [Operador Nacional do Sistema Elétrico] ONS a primeira restauração do fornecimento de energia nos 13 municípios afetados pelo desastre ”, acrescentou o governador.

A prefeitura da capital do estado, Macapá, já havia declarado estado de calamidade pública na cidade, ontem (5). O Decreto nº 3.462 / 2020, assinado pelo Prefeito Clécio Luís, tem validade de 30 dias. “O decreto de calamidade pública para o apagão vai servir para nos ajudar a resolver o problema que estamos encontrando para comprar outros tipos de insumos”, explicou o prefeito.

Causas

Segundo o Ministério de Minas e Energia, ONS e governo do estado, a interrupção do fornecimento de energia elétrica ocorreu devido a um problema que, além do desligamento automático das linhas de transmissão Laranjal / Macapá, causou incêndio em um transformador no subestação da capital, Macapá.

O transformador que pegou fogo por volta das 21h desta terça-feira (3) é da concessionária Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), controlada pela espanhola Isolux, e foi totalmente destruído. Como outros dois equipamentos também foram danificados, não houve possibilidade de reaproveitamento imediato das peças para religar a subestação, informou o governo do estado.

Na noite de quarta-feira (4), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANS), André Pepitone, e o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, estiveram no estado para monitorar a situação de perto. Após encontro com os técnicos e o governador Waldez Góes, a delegação ministerial passou a noite em Macapá para visitar o LMTE na manhã seguinte.

Ontem (5), após fiscalizar a subestação destruída pelo incêndio e sobrevoar a região, Albuquerque declarou que a restauração total do serviço de energia deve levar cerca de 30 dias. Hoje (6), você garantiu que pretende restaurar totalmente o serviço em até dez dias.

No plano inicial de tentar garantir ontem (5) até 70% do abastecimento, Albuquerque fez uma nova previsão. “[O plano inicial] Não funcionou porque é complexo. O equipamento já foi consertado e agora está vazando óleo do equipamento. São 45 mil litros de óleo. E temos que garantir que o equipamento esteja funcionando. Estamos trabalhando nisso. Acreditamos que até o final de hoje (6) teremos esse transformador funcionando novamente ”.

Hoje (6), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que há uma boa perspectiva, do ponto de vista técnico. “Naturalmente a dificuldade é muito grande, já que o estado está sem energia elétrica ou com pouca energia em outras regiões há mais de 60 horas. De qualquer forma, foi uma fatalidade. Um acidente. Claro que em algum momento as autoridades vão investigar os responsáveis ​​que certamente serão punidos de antemão, mas foi uma fatalidade. E agora procuramos soluções para o problema ”, disse Alcolumbre.

“Não se encontra transformador na prateleira. E o Amapá é um estado longe do centro [do país], uma ilha que só pode ser alcançada de avião ou barco ”, acrescentou.

Em nota divulgada hoje (6), o Ministério de Minas e Energia informou que uma aeronave C-130 Hercules, da Força Aérea Brasileira (FAB), chegaria hoje a São Luís, no Maranhão, onde coletará duas máquinas purificadoras de óleo, as que será transportado para Macapá, onde ontem chegou uma terceira máquina do mesmo tipo, em uma balsa.

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