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Brasil: Bolsonaro insiste que não planeja golpe

Sábado, 13 de agosto de 2022 – 09:21 UTC


“Eles têm que atacar meu governo, estão preocupados com minha popularidade”, disse o presidente sobre o documento assinado na quinta-feira por políticos, acadêmicos e cerca de um milhão de outros.

El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, respondió el viernes a una iniciativa de los partidos y movimientos de oposición firmando una carta en defensa de la democracia, que, según argumentan, está amenazada por el actual jefe de Estado que podría no reconocer la derrota electoral em outubro.

Uma “Carta pela democracia, para quê?”, perguntou-se Bolsonaro. “Alguém está desrespeitando a democracia?” ele continuou, “Alguém está fazendo atos antidemocráticos? Alguém pregando um golpe?

Atualmente, Bolsonaro está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todas as pesquisas e fracassaria em sua tentativa de reeleição, a menos que suas esmolas de última hora e os números negativos da inflação tornem possível um retorno.

Na quinta-feira, vários grupos de oposição assinaram uma carta aberta alertando sobre o risco de fratura institucional e defendendo a democracia. Bolsonaro se recusou a endossar o documento alegando que ele fazia campanha implicitamente por Lula, que o assinou, junto com os candidatos presidenciais Ciro Gomes e Simone Tebet.

Leia também: Brasileiros não-bolnaristas assinam carta aberta a favor da democracia

O documento foi divulgado na Faculdade de Direito da USP em 11 de agosto, 45º aniversário da publicação de um manifesto contra a ditadura de 1964-1985.

Embora a carta não mencionasse o atual chefe de Estado, os participantes gritaram contra o golpe de 1964 repetindo a frase “Fora Bolsonaro!”

Entre os quase um milhão de signatários da proclamação democrática estavam os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira, Bolsonaro disse que a iniciativa tinha caráter político: “eles têm que atacar meu governo, estão preocupados com minha popularidade”, declarou durante um passeio pelas favelas da periferia de Brasília, onde teria filmado um spot de campanha promovendo o aumento dos subsídios do Auxilio Brasil de R$ 400 para R$ 600 (US$ 80 para US$ 120), que faz parte de um pacote de ajuda que também inclui subsídios para caminhoneiros.

Entre outras medidas para aumentar a popularidade, Bolsonaro assinou um decreto publicado na sexta-feira que permite que beneficiários do Auxilio Brasil tenham acesso a empréstimos ao consumidor no valor de R$ 2.000 (US$ 400).

Desde o anúncio desse pacote de “guloseimas”, termo usado por alguns veículos de comunicação, a popularidade de Bolsonaro ganhou impulso nas pesquisas.

Na semana passada, a pesquisa Quaest divulgou que Lula da Silva tem 44% contra 32% de Bolsonaro. Em março, os mesmos consultores mostraram que Lula tinha 45% das intenções de voto contra 25% de Bolsonaro.

Com a estagnação de Lula e o avanço gradativo de Bolsonaro, que pode melhorar ainda mais nas próximas semanas junto com os primeiros pagamentos da apertada Ajuda Brasil, as chances de vitória do ex-presidente no primeiro turno de 2 de outubro se esvaem enquanto um segundo rodada está marcada para 30 de outubro. parece mais provável.

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