Brasil confirma oitavo caso de varíola em homem sem histórico de viagens — MercoPress

Brasil confirma oitavo caso de varíola em homem sem histórico de viagem

Terça-feira, 21 de junho de 2022 – 10:14 UTC


Dos oito casos confirmados no país até agora, quatro foram em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro.

O Ministério da Saúde brasileiro confirmou nesta segunda-feira o oitavo caso de varíola em todo o país. O paciente é um homem de 25 anos de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, que não tem histórico de viagens, mas teve contato com estrangeiros.

O caso foi confirmado pelo Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio, que utilizou o método de Isolamento Viral para fazer o diagnóstico. O sétimo caso havia sido confirmado na sexta-feira no Rio Grande do Sul.

O paciente está estável e em acompanhamento pelo Instituto Nacional de Infectologia e pelas secretarias estaduais e municipais de saúde. As cinco pessoas que tiveram contato com o homem diagnosticado com varicela no Rio de Janeiro não apresentavam sintomas até sábado.

“Todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de varicela, com o isolamento do paciente e o monitoramento de seus contatos”, disse o Ministério da Saúde, que notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) ) no caso.

Dos oito casos confirmados no país até agora, quatro foram em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Ainda há seis casos em investigação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia anunciado que deixaria de tratar os casos de forma diferente entre países onde a doença é considerada endêmica, ou seja, com circulação ao longo do ano, e outros países.

A varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus) causa doença mais branda do que a varíola, que foi erradicada na década de 1980. Existem duas cepas endêmicas de varíola dos macacos circulando atualmente no planeta. A cepa endêmica na África Ocidental, que tem uma taxa de mortalidade de 1% a 3%, é responsável pelo atual surto em outros países. A outra cepa da varíola dos macacos, também endêmica em alguns países africanos, originária do Congo, é considerada mais perigosa com uma taxa de mortalidade de até 10%, segundo a OMS.

A agência global avalia a doença como de risco moderado, pois é a primeira vez que ocorrem surtos em países não endêmicos e muito distantes entre si.

Em 23 de junho, a OMS determinará se o atual surto representa uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, nas mídias sociais. A pandemia do novo coronavírus, por exemplo, foi declarada emergência de saúde pública de interesse internacional pela OMS em janeiro de 2020.

Monkeypox é uma doença viral rara que se espalha pelo contato próximo com uma pessoa infectada com lesões na pele. Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. Um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões na pele, geralmente na boca, pés, tórax, face ou regiões genitais. Para prevenção, o contato próximo com o paciente deve ser evitado até que todas as feridas tenham cicatrizado, bem como com qualquer material utilizado pela pessoa infectada.

(Fonte: Agência Brasil)

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