Brasil: Ministro do Meio Ambiente renuncia em meio a investigação de desmatamento | Notícias DW

O Ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, anunciou que deixaria o cargo na quarta-feira, enquanto as autoridades investigam seu suposto papel em um esquema de extração ilegal de madeira, informou a mídia brasileira.

A Suprema Corte ordenou que a investigação continuasse no mês passado. O ministro do governo de extrema direita do presidente Jair Bolsonaro ganhou a infâmia por presidir o desmatamento massivo na floresta amazônica.

“Precisamos de uma unidade muito forte de interesses, força de vontade e esforços. Para que isso aconteça da maneira mais tranquila possível, apresentei minha renúncia ao presidente, que ele aceitou”, disse Salles em entrevista coletiva.

Por que Salles está sendo investigado?

A investigação ordenada pelo tribunal ocorreu depois de batidas policiais contra o ministro e outras autoridades por supostamente permitir a exportação de madeira ilegal da Amazônia para a Europa e os Estados Unidos.

Bolsonaro nomeou Joaquim Álvaro Pereira Leite como seu substituto para o cargo, informou o diário oficial do governo. Salles, uma das figuras mais polêmicas do governo Bolsonaro, ocupava o cargo desde janeiro de 2019.

Salles também atuou como o principal negociador com autoridades americanas em relação aos planos para financiar a preservação da Amazônia. Ele defendeu seu histórico em questões ambientais dizendo que buscou um equilíbrio entre interesses econômicos e maravilhas naturais.

Destruição na Amazônia

Um relatório da Global Forest Watch divulgado no início do ano revelou que o Brasil testemunhou um aumento no desmatamento em 2020, perdendo mais 15% de floresta primária em comparação com o ano anterior.

A investigação feita por autoridades brasileiras também descobriu que a extração de madeira, desmatamento e incêndios entre agosto de 2019 e julho de 2020 destruíram 11.088 quilômetros quadrados (2,7 milhões de acres). Os dados representaram um recorde de desmatamento em 12 anos.

A destruição da Amazônia preocupa os povos indígenas que ali vivem, os ecossistemas locais e o mundo em geral.

A floresta amazônica desempenha um papel vital na ecologia mundial, tanto como produtora de oxigênio quanto como provável sumidouro de carbono que absorve grandes quantidades de dióxido de carbono, um gás de efeito estufa, da atmosfera.

Bolsonaro se comprometeu a continuar aumentando a atividade agrícola na região amazônica.

ab / rt (Reuters, AFP)

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