Brasil registra 432 óbitos e 26.979 infectados nas últimas 24 horas – DNOTICIAS.PT

O Brasil registrou 432 mortes e 26.979 casos do covid-19 nas últimas 24 horas, anunciou hoje o executivo, acrescentando que ainda investiga a possível relação de 2.297 mortes com a doença.

No total, o país sul-americano registra 156.903 óbitos e 5.380.635 casos confirmados desde o início da pandemia, oficialmente registrada no Brasil em 26 de fevereiro.

No Brasil, país de língua portuguesa mais afetado pela pandemia e um dos mais afetados do mundo, já foram recuperados mais de 4,8 milhões de pessoas com diagnóstico do novo coronavírus, enquanto 405.834 infectados estão sob supervisão médica.

O foco da pandemia no país continua sendo São Paulo, o estado mais rico e populoso do país, com 1.089.255 casos da infecção, seguido pela Bahia (344.014), Minas Gerais (347.006) e Rio de Janeiro (298.823).

As unidades federativas com mais óbitos são São Paulo (38.726), Rio de Janeiro (20.171), Ceará (9.246) e Minas Gerais (8.732).

O diretor do Instituto Butantan, parceiro brasileiro do laboratório chinês Sinovac na produção da vacina Coronavac, disse hoje ao site do UOL que “a cada dia que passa os prazos são encurtados”, referindo-se à inclusão desse imunizante no Plano Imunizações nacionais. do Governo do Brasil.

“A cada dia que passa os prazos são encurtados. Chega a disponibilidade da vacina, vai haver vacina e é preciso uma decisão nacional. Espero que esses problemas sejam resolvidos rapidamente. O ambiente, no momento, embora possa ser um tanto turbulento … Espero que a melhor solução para todos venha rapidamente ”, disse Dimas Covas sobre a polêmica em torno de Coronavac.

O imunizante está na terceira fase de testes e o Sinovac, farmacêutico chinês responsável pela vacina, ainda não obteve o registro para aplicação do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador. e controle sanitário. Brasileiro.

Coronavac tem sido alvo de uma forte disputa política no Brasil.

O Governo de São Paulo fez parceria com a Sinovac para coordenar a última fase dos ensaios clínicos do Coronavac em território brasileiro e assinou contrato que previa a aquisição e distribuição de 46 milhões de doses do imunizante.

Por sua vez, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou na terça-feira a intenção do governo central de comprar mais 46 milhões de doses da fórmula chinesa, ainda em estudo.

Porém, um dia depois, o presidente do país, Jair Bolsonaro, anulou seu ministro, por meio das redes sociais, e vetou a compra do Coronavac, alegando que o imunizante nem havia passado pela fase de testes clínicos.

A recusa do chefe de estado brasileiro contrasta com outro acordo – firmado por seu governo com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca – para a compra de 100 milhões de doses da vacina, que as duas instituições desenvolvem e que está na mesma . fase de estudos do que o imunizador Sinovac.

Bolsonaro, cético quanto à gravidade da pandemia, também determinou que a vacinação contra o covid-19, que já causou mais de 156 mil mortes e 5,3 milhões de infectados no Brasil, não será obrigatória.

Toda a situação gerou uma forte polêmica no país e transformou a distribuição da futura vacina em uma batalha altamente politizada entre o chamado “Bolsonarismo” e a oposição, tanto conservadora quanto de esquerda.

A pandemia covid-19 já causou mais de 1,1 milhão de mortes e mais de 42,2 milhões de casos de infecção em todo o mundo, de acordo com um relatório da agência francesa AFP.

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