Brasil retoma privatização do parque nacional

O governo brasileiro retomou a privatização de suas operações de parques nacionais em regiões com “enorme” potencial para a atividade turística, mas carente de infraestrutura para os visitantes, disseram esta semana autoridades da Embratur, a agência brasileira de promoção do turismo.

O Brasil está visando parques e florestas nacionais no vasto nordeste do país, incluindo Lençóis Maranhenses no estado do Maranhão e Jericoacoara no Ceará, para o status de concessionário privado de acordo com a legislação brasileira.

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Sendo uma tendência agora

Ambas as áreas têm dunas e lagos que oferecem “imensa beleza natural”, disseram autoridades da Embratur em um comunicado. A agência também identificou a Floresta Nacional de Canela, no Rio Grande do Sul, como alvo de privatização.

O programa de concessões do Brasil para a gestão dos parques nacionais do país teve origem na década de 1990, mas foi ampliado em 2019, com os formatos de licitações “simplificados”, afirmou. Embratur funcionários.

Os operadores de concessão são obrigados a fornecer serviços de apoio aos visitantes, incluindo emissão de bilhetes, controle de admissão, estacionamento, serviços de alimentos e bebidas, operações de varejo, atividades esportivas e serviços de proteção ambiental. De acordo com o programa brasileiro, as autoridades públicas mantêm a propriedade e a gestão do parque, enquanto “as regulamentações ambientais continuam a ser aplicadas integralmente”.

As concessionárias também são responsáveis ​​pela revitalização, modernização, operação e manutenção do parque. “Com isso, as agências ambientais podem se concentrar em sua missão principal, que é proteger o meio ambiente”, disseram as autoridades.

O Brasil contém 334 “unidades de conservação” que incluem parques e florestas nacionais, monumentos nacionais, reservas biológicas e faunísticas, áreas de proteção ambiental, reservas extrativistas e áreas de “relevante interesse ecológico” em seus 26 estados, segundo estudo do Ministério do Turismo do Brasil. As áreas cobrem 9% do território do país e 2% do bioma marinho costeiro.

Dezenove das áreas estão “em processo” de serem transferidas para operação por concessionárias privadas outorgadas, sob a supervisão do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Os parques nacionais do Brasil receberam 15 milhões de visitantes em 2019.

Funcionários da Embratur identificaram o Parque Nacional do Iguaçu, que opera sob concessão desde 1999, como modelo para outras áreas destinadas à privatização. Iguaçu abriga “o maior número de visitantes do país e [is] um catalisador para o excelente desenvolvimento ”do turismo brasileiro e empregos relacionados, disseram as autoridades.

“Queremos repetir o sucesso do Iguaçu em outros parques do país”, disse Carlos Brito, presidente da Embratur. “Isso nos permitirá explorar o turismo de forma sustentável na medida em que os visitantes buscam destinos de natureza e aventura no Brasil; paralelamente, conseguir o mesmo desenvolvimento no entorno desses locais, gerando emprego e renda para os moradores do entorno dos parques”.

Os leilões foram concluídos no início deste ano para concessões de parques nacionais nos Parques Nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral e nas florestas nacionais de Canela e São Francisco de Paula, no sul do Brasil.

O Parque Nacional do Iguaçu é o segundo maior do Brasil e atrai dois milhões de visitantes por ano, disseram autoridades da Embratur. O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde está localizada a estátua do Cristo Redentor, lidera o Brasil com 2,9 milhões de visitantes anuais. Ambos os parques operam dentro do programa de concessão.

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