Campanha de conscientização sobre a varíola dos macacos lançada no Brasil — MercoPress

Campanha de conscientização da Monkeypox lançada no Brasil

Terça-feira, 23 de agosto de 2022 – 09:35 UTC


O conteúdo dessas campanhas deve ser aprovado pela Justiça Eleitoral para evitar ganhos políticos indevidos, explicou Queiroga.

O Ministério da Saúde do Brasil lançou nesta segunda-feira uma campanha de conscientização sobre a varíola dos macacos, para informar a população sobre a transmissão, contágio e sintomas da doença.

Sob o lema “Viuela del mono: fique bem com a informação certa”, o Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira em Brasília a Campanha Nacional de Prevenção da doença para conscientizar a população sobre transmissão, infecção, sintomas e prevenção. A iniciativa inclui conselhos sobre o que fazer quando há suspeita de varicela.

Mais de 41.500 casos da doença foram registrados em todo o mundo. No Brasil, segundo dados de 21 de agosto, foram 3.788 infecções confirmadas.
A nova campanha alerta que a principal forma de prevenção é evitar o contato com pessoas infectadas ou objetos contaminados, como copos, talheres, lençóis e toalhas.

As autoridades também destacaram que a fase de incubação do vírus pode durar de 5 a 21 dias, durante os quais a transmissão é possível. De acordo com os casos registrados, o contágio ocorre, sobretudo, pelo contato físico pele a pele com lesões ou fluidos corporais.

Em pessoas infectadas, os sintomas mais comuns são febre, erupção cutânea, glândulas inchadas (inchaço da língua), dores no corpo, exaustão e calafrios.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou que não há tratamento específico para a doença, mas isso não significa que não haja tratamento. Segundo Queiroga, sintomas como a dor podem ser aliviados com medidas específicas. Ele também discutiu a diferença entre a varíola dos macacos e o COVID-19.

“A letalidade desta doença é baixa. O vírus é diferente. O vírus COVID-19 é o vírus RNA. Portanto, é o vírus que sofre mutações com mais frequência enquanto o vírus de DNA [of monkeypox] tem menor potencial de mutação, o que engana até vacinas desenvolvidas com tecnologias sofisticadas”, explicou.

O Ministério da Saúde iniciou no mês passado negociações com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS para a compra de 50 mil doses da vacina contra a doença. “É preciso que seja assinado um contrato entre o Ministério da Saúde e a OPAS, que fique bem claro para que tenhamos uma previsão de entrega dessas vacinas. A previsão era que fossem entregues no final de agosto. Ajuda [Gross, representative of PAHO] Ele me informou que seria no início de setembro. Seriam duas remessas, mas agora são três. Há escassez desse insumo em todo o mundo”, continua Queiroga.

Na última sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação excepcional de medicamentos e vacinas ainda não registrados no Brasil. O primeiro de três embarques está programado para o início de setembro. Sobre estes imunizantes, Marcelo Queiroga explicou que como a imunização completa requer duas doses, serão suficientes para vacinar 25 mil pessoas. Os primeiros a receber a vacina serão os profissionais de saúde que trabalham diretamente com o vírus.

Assim como as vacinas, como não há representante antiviral no Brasil, o Ministério da Saúde também solicitou à OPAS a compra de 10 doses de tecovirimat para tratamento imediato e outras 50 unidades para casos graves. O ministério também negocia mais 12 unidades doadas pelo laboratório produtor e a compra de mais 504 doses.

O lançamento da campanha desta segunda-feira ocorre após o juiz Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizar o governo federal a publicar anúncios sobre o tema até 30 de agosto.

A legislação eleitoral brasileira proíbe qualquer publicidade institucional que possa configurar o uso abusivo da máquina pública para promoção de governantes durante os três meses anteriores às eleições, para a qual teve que ser analisada pela Justiça Eleitoral. Em sua decisão, Fachin observou que a campanha é de interesse público. Também de acordo com a decisão de Fachin, todo o material da campanha deve ser postado em uma página dedicada ao monkeypox.

Queiroga disse que ainda aguarda autorização do TSE para gravar uma transmissão com informações técnicas sobre varicela para a população.

(Fonte: Agência Brasil)

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