Canadá aumenta ajuda para a biodiversidade como o Brasil, outros buscam US$ 100 bilhões do Norte Global

Ottawa anuncia um aumento de milhões na ajuda que enviará a países de baixa renda nas negociações de biodiversidade da ONU, onde o Brasil busca pelo menos US$ 100 bilhões de nações desenvolvidas, uma demanda compartilhada por Índia, Indonésia e países africanos.

Ativistas climáticos seguram cartazes durante a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15) em Montreal, Quebec. (AFP)

O Canadá disse que está aumentando seu financiamento internacional para a biodiversidade, uma proposta para os países em desenvolvimento durante as difíceis negociações da ONU com o objetivo de selar um “pacto de paz com a natureza”.

O ministro do Meio Ambiente, Steven Guilbeault, anunciou na sexta-feira um aumento de US$ 186 milhões na ajuda que enviará a países de baixa renda para ajudar a proteger seus ecossistemas, elevando o valor total para mais de US$ 1 bilhão anualmente.

Isso ocorre quando os ministros do meio ambiente do mundo se reúnem em Montreal para a fase final da cúpula, chamada COP15.

O sucesso das negociações depende de um acordo para a mobilização de fundos para ajudar os países em desenvolvimento a cumprir as mais de 20 metas do esboço do acordo, incluindo a proteção de 30% da terra e dos oceanos até 2030.

O Brasil, uma das vozes mais proeminentes na cúpula, busca pelo menos US$ 100 bilhões do Norte Global, uma demanda compartilhada pela Índia, Indonésia e países africanos.

Isso é cerca de dez vezes mais do que os fluxos atuais e quase tanto quanto foi prometido para a adaptação à crise climática (embora não tenha sido cumprido).

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Países em desenvolvimento buscam mais dinheiro nas principais negociações sobre biodiversidade da ONU

Maiores compromissos

Quando os ministros chegaram na quinta-feira, uma dúzia de países desenvolvidos anunciaram compromissos novos ou recentemente aumentados com o financiamento da biodiversidade em um movimento bem-vindo por observadores e organizações sem fins lucrativos.

Permanece a ambição de selar um acordo pela biodiversidade tão histórico quanto foi o acordo climático de Paris em 2015.

Em jogo está o futuro do planeta e se a humanidade pode reverter a destruição do habitat, a poluição e a crise climática, que ameaçam de extinção um milhão de espécies de plantas e animais.

Além das implicações morais, há a questão do interesse próprio: US$ 44 trilhões de geração de valor econômico – mais da metade do PIB mundial total – depende da natureza e de seus serviços.

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Fonte: AFP

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