Câncer de cólon: a atividade física ajuda a prevenir a doença que matou o ator da Pantera Negra Chadwick Boseman | Saúde

Na última sexta-feira, 28 de agosto, o mundo lamentou a morte do ator americano Chadwick Boseman, de 43 anos, de câncer colorretal. A intérprete do Pantera Negra, o primeiro super-herói negro do cinema, travou uma dura batalha contra a doença nos últimos quatro anos, mas acabou sucumbindo a um dos cânceres com maior índice de mortalidade: no mundo, o câncer colorretal é o terceiro câncer mais comum. Floresta. No Brasil, é a quarta, com taxa de 9 mortes por cem mil habitantes, atrás apenas das de próstata (13,6 por cem mil), mama (13 por cem mil) e pulmão (12 por cem mil) . ) Mas mudanças de hábitos que reduzam os fatores de risco podem fazer diferença no prognóstico da doença, e evitar o sedentarismo é um dos mais importantes, como afirma Leandro Fúmias Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). e que desde 2014 vem investigando a relação entre atividade física e câncer.

Chadwick Boseman, o Pantera Negra dos filmes da Marvel, morreu aos 43 anos de câncer colorretal – Foto: Replay do Instagram

– O Global Cancer Research Fund reconhece o papel da atividade física na redução do risco de três tipos de câncer: mama, colorretal e endometrial, especialmente os dois primeiros. O American College of Sports Medicine inclui os da bexiga, esôfago, estômago e rins, além dos três primeiros. A verdade é que os cânceres de mama e colorretal são unânimes em todo o mundo – afirma Leandro.

Mas o que é esse câncer? Quais são os fatores de risco, como prevenir, diagnosticar e tratá-los? Veremos a seguir esses pontos e o que estudos dizem sobre a necessidade de abandonar o sedentarismo para ganhar qualidade de vida.

O câncer colorretal é caracterizado por tumores malignos que atingem o cólon, que faz parte do intestino grosso, além do reto e ânus. Geralmente, é precedido pelo aparecimento de adenomas, que são tumores benignos ou pólipos que podem ou não se tornar malignos. No caso dos adenomas que aparecem no cólon, nem todos se transformarão em câncer. Mas quase todos os cânceres de cólon têm adenomas como precursores. Em um dos estudos liderados por Leandro e publicado em 2019, conclui-se que praticar um mínimo de 150 minutos semanais de atividade física regular na adolescência reduz o risco de adenomas em 10%; praticar a mesma quantidade de exercícios na idade adulta também reduz esse risco em 10%; mas praticando continuamente desde a adolescência e continuando na idade adulta, é reduzido em 24%.

– É importante enfatizar que nem todos os adenomas de cólon se transformam em câncer, mas todo câncer de cólon é acompanhado por adenomas. E esses 150 minutos de exercício são o mínimo. Já sabemos por estudos que quanto mais horas semanais de atividade física, menor é o risco. Em outro estudo, vimos que em alto volume, cinco horas diárias de atividade física, 19% dos casos de câncer de cólon no Brasil seriam evitados., além de 12% de mama. Com 150 minutos semanais, a resposta é menor, mas ainda importante: seriam evitados 6% do câncer de cólon, além de 12% de risco de contraí-lo – explica Leandro.

  • Estilo de vida sedentário
  • Obesidade
  • De fumar
  • Consumo de álcool
  • Consumo de carnes vermelhas e processadas
  • História familiar – fator não modificável

Leandro faz parte de um outro estudo publicado no ano passado que analisou o impacto da mudança total do estilo de vida no aparecimento do câncer e na letalidade. O trabalho concluiu que 26,5% (114.497 casos) de todos os casos de câncer e 33,6% (63.371 mortes) de todas as mortes por câncer poderiam ser potencialmente evitadas através da eliminação de fatores de risco modificáveis ​​acima do estilo de vida no Brasil.

– No caso específico do colorretal, essa queda no número de casos chegaria a quase 50%: temos 41 mil casos por ano no Brasil, e haveria uma redução de cerca de 17 mil casos. É importante observar que apenas a história familiar desses principais fatores de risco não pode ser modificada. Todos os demais são modificáveis, o que mostra que uma mudança no estilo de vida pode fazer a diferença, avalia a acadêmica.

  1. Faça um mínimo de 150 minutos por semana de atividade física regular; vitalício;
  2. Aumentar o consumo de vegetais e frutas;
  3. Aumente a ingestão de fibras;
  4. Aumentar o consumo de laticínios;
  5. Mantenha bons níveis de cálcio no corpo;
  6. Evite beber álcool;
  7. Não fumar;
  8. Reduza a carne vermelha e corte a carne processada;
  9. Mantenha o peso ideal;
  10. Realize exames médicos específicos anualmente após os 50 anos.
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Problemas intestinais, como diarreia frequente ou prisão de ventre;
  • Cólicas abdominais;
  • Fadiga;
  • Perda de peso;
  • Anemia crônica

No entanto, esses sintomas geralmente só aparecem mais claramente quando o câncer colorretal está avançado e as chances de cura são pequenas. Portanto, é fundamental a realização de exames anuais, principalmente para maiores de 50 anos. Descoberto precocemente, o câncer colorretal tem 90-95% de chance de cura, mas a taxa de letalidade é alta porque há baixa adesão aos testes a seguir.

O câncer colorretal tem a terceira maior taxa de mortalidade do mundo, a quarta do Brasil – Foto: Istock Getty Images

Recomenda-se que pessoas com 50 anos ou menos com histórico familiar façam os seguintes exames anualmente:

  • Teste que avalia a presença de sangue escondido nas fezes;
  • Colonoscopia

Se necessário, o médico também pode solicitar uma ultrassonografia endoscópica, tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET-TC e um enema preto.

Depende do tipo de câncer. O médico irá avaliar entre diferentes tipos de terapias, realizadas isoladamente ou em combinação, especialmente:

  • Quimioterapia
  • Terapia de destino
  • Imunoterapia

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