“Cheguei no Brasil como expatriado, não como sexpat”

Jeff Nitty Ransom, 68, é um expatriado negro em São Paulo, Brasil. Morando na maior cidade da América do Sul desde 1991, sua história começou depois que conheceu Fátima, sua ex-mulher brasileira, em Miami. Dois anos depois, desembarcaram em São Paulo, onde lecionou por 20 anos o Executive Business English em empresas multinacionais localizadas no Brasil. Após 31 anos morando no Brasil, Ransom agora trabalha para representar empresas brasileiras que pretendem exportar para Gana.

Embora o turismo sexual seja popular para muitos homens que vêm ao Brasil, ele ressalta que essa não foi sua motivação para morar no Brasil.

“Desembarquei no Brasil como expatriado, não como sexpat. Não tive que correr atrás das brasileiras. Eu já tinha um”, diz Ransom. Aqui, ele compartilha sua experiência como expatriado negro em São Paulo, Brasil:

Antes de sua vida de expatriado

“Me mudei de Nova York para Miami em 1988. Foi lá que conheci Fátima, minha ex-mulher brasileira. Com isso em mente, permitiu-me focar nas questões sérias de aprender português e preparar as bases para a mudança para o Brasil. permanentemente.”

“Morávamos em South Beach. Três quarteirões da Ocean Drive. Trabalhei no setor hoteleiro. No início dos anos 90, nenhum negro era visto em South Beach, Ocean Drive. Nenhum mesmo. Agora é o hOtspot para a América negra”.

Mudança para São Paulo, Brasil

“No dia 20 de julho comemorei 31 anos morando em São Paulo, Brasil. Vim para cá em 1991, quando tinha 37 anos.”

“Desembarquei no Brasil como EXPAT, não como SEXPAT. Eu não precisava correr atrás de brasileiras, eu já tinha uma. Rapidamente me adaptei à vida de casada.”

“Cheguei em São Paulo já falando espanhol fluentemente. Aprendi a falar português sozinha. Sem escola, sem professores. Como dizemos em português, ‘Eu aprendi falar Português na porrada’. (Eu trabalhei pra caramba para aprender português). Falo português fluentemente. Tem sido uma experiência maravilhosa.”

“Nem uma vez pensei em voltar para os Estados Unidos para ficar para sempre. Só para visitar. Na verdade, de 2002 a 2022 (20 anos), voltei a Nova York apenas uma vez, em 2015, para ver meu pai, família e amigos.”

“Passei 13 anos e 7 meses de 2002 a 2015 sem pisar em solo americano.”

Torne-se um expatriado para sempre

“Eu me dissociei completamente da economia americana. Não tenho conta bancária nos Estados Unidos, nunca votei e nunca me registrei para votar. Eu ia e voltava entre Brasil e América de 1991 a 2002. Nessa época eu estava em um processo de reinvenção”.

A vida como empresário em São Paulo

Cortesia de Jeff Nitty Ransom

Cortesia de Jeff Nitty Ransom

“Ensinei Inglês para Negócios Executivos por 20 anos em empresas como JP Morgan, Mastercard, Liberty Mutual, Microsoft, Eli Lily, Merrill Lynch, Oracle e muitas outras empresas na Europa e no Brasil.”

“Em 2007, entrei para o Serviço Comercial dos EUA no Consulado dos EUA como intérprete. Acompanhei empresários americanos que vinham ao Brasil para fazer negócios em reuniões. Traduzi português/inglês – inglês/português”.

“Em 2008, tive o prazer de conhecer um empresário brasileiro, que atua no ramo de importação/exportação. Ele me colocou sob suas asas como aprendiz. Ele me apresentou a outro importador/exportador, que realmente me ajudou a levar este jogo para o próximo nível.”

brasil e gana

“Agora estou sozinho e já fiz duas viagens ao Gana, em nome de empresas brasileiras que pretendem exportar para Gana. Facilito o processo de exportação do Brasil para Gana.”

“Então, como um “Brother Going Global-Globalprenuer”, eu o mantenho em constante movimento, expansão e crescimento.”

Relacionado: O expatriado negro: por que os expatriados negros devem vir e experimentar a cultura do Brasil

You May Also Like

About the Author: Adriana Costa

"Estudioso incurável da TV. Solucionador profissional de problemas. Desbravador de bacon. Não foi possível digitar com luvas de boxe."

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.