China caiu desde o lançamento do iPhone 12 da Apple

Tim Cook, ou presidente da maçã, abriu o lançamento de Iphone 12 desta terça-feira dia 13, dizendo que é o início de uma nova era. Afinal, ele estava lá para lançar seu telefone com 5G, a tecnologia celular de quinta geração que promete ser tão rápida que vai transformar a relação das pessoas e coisas com a Internet. Mas do outro lado do mundo, a nova era ainda não chegou. Pelo menos não o iPhone 12. O China derrubou a vida da Apple sem motivo, de acordo com um repórter de tecnologia da Bloomberg, que tem sede em Pequim. A notícia também foi reproduzida pela Reuters. A Apple disse a VEJA que não comentaria o assunto.

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Tencent Video, Bilibili, Iqiyi e Weibo cancelaram o show. Resta saber se a medida é uma retaliação chinesa contra Donald Trump. Mas, dado que o presidente Trump baniu a Huawei dos Estados Unidos, alegando que os chineses estão espionando os americanos, por que a China não poderia dizer o mesmo sobre a Apple? A Huawei É um dos maiores fabricantes de equipamentos de telefonia do mundo e não pode operar 5G nos Estados Unidos. Ainda não há explicação para o que aconteceu ao vivo da Apple. Mas as ações da empresa na Nasdaq caíram até 5% depois que o show começou às 14h, horário de Brasília. Já avançando na última hora do mercado americano, as ações ainda caíram quase 2%.

Se a China decidir retaliar a Apple, o impacto sobre a empresa pode ser tremendo. Cerca de 20% das vendas da empresa são feitas na China. Quando o governo Trump disse que iria proibir o WeChat e o TikTok nos Estados Unidos em agosto, e proibiu as empresas americanas de fazer negócios com essas empresas, a Apple ficou chocada. Na China, cerca de 95% dos que possuem um iPhone disseram que simplesmente trocariam de telefone se o WeChat não estivesse em execução, um super aplicativo que funciona para quase tudo no país. É considerado mais importante do que o próprio telefone celular, como você pode ver. Na época, Trump garantiu à Apple que a medida era válida apenas para empresas em solo americano. Mas a questão de como a China responderia ao caso ainda estava no ar. Em meados de setembro, o jornal chinês Tempos globais chegou a informar que a Apple poderia ser incluída na “Lista de entidades não confiáveis” do Partido Comunista Chinês. É uma lista de empresas estrangeiras acusadas de maltratar empresas chinesas.

Como se o problema da China não bastasse, o lançamento do iPhone 12 com 5G também passa por outro teste: quantas pessoas estarão dispostas a comprar um celular só porque tem um 5G, que nem funciona tão bem nem nos Estados Unidos onde o a tecnologia já está disponível. Alguns analistas estão relatando pesquisas que mostram que apenas 10% dos americanos que possuem um iPhone estariam dispostos a fazer a troca. Mas a pesquisa não levou em consideração algumas das atrações que a Apple anunciou hoje em parceria com a Verizon para aumentar a experiência de quem assiste a um jogo de futebol no estádio ou a possibilidade de jogar um dos jogos mais famosos do mundo, League of Legends, com alta definição diretamente na tela do celular. Resta ver se isso será suficiente para atrair compradores. A Apple também lançou hoje o HomePod, um alto-falante inteligente Siri que competiu com o Echo e o Alexa, da Amazon.

Em agosto, no auge da valorização das ações da Nasdaq pela Apple, alguns especialistas chegaram a apostar que a empresa valeria US $ 3 trilhões pela possibilidade de vender o iPhone com 5G nos próximos dois anos. A empresa atingiu um valor recorde de US $ 2 trilhões em agosto e, mesmo com a queda do mercado em setembro, resistiu e permaneceu acima da marca na maioria dos pregões. Nesta terça-feira, mesmo com o dia caindo, a empresa ainda valia US $ 2,1 trilhões.

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About the Author: Gabriela Cerqueira Corrêa

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