Cielo apresenta ao Cade argumentos contra união Stone e Linx | O negócio

A Cielo submeteu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suas considerações sobre os efeitos no mercado de uma possível união entre Linx e Stone. A empresa quer ser qualificada como “terceiro” no processo. O regulamento do Cade prevê a intervenção de terceiros cujos interesses possam ser afetados pelo ato analisado pela Câmara Municipal.

No documento, a Cielo afirma que a Stone é relevante em meios de pagamento e a Linx é líder no segmento de softwares de gestão de operações de varejo, que inclui softwares de automação comercial e soluções de pagamento. A empresa, diz Cielo, chegou a essa posição após 34 aquisições por concorrentes e hoje representa 45,6% do mercado.

Se a operação continuar, diz Cielo, a integração dos serviços de pagamento da Stone com o software de gestão da Linx dará à Stone Linx “alto poder de mercado” em software de gestão de varejo, aumentando o ” incentivos e condições para o exercício abusivo ”desse poder de mercado.

Na opinião da Cielo, a real justificativa da operação é permitir alavancagem entre os segmentos de softwares de gestão e meios de pagamento, gerando maiores barreiras de entrada no segmento de softwares de gestão, possibilidade de “cross-selling” entre soluções e bloquear a base de clientes, bem como permitir o acesso a informações confidenciais que darão à Stone uma vantagem competitiva indevida.

Segundo Cielo, as soluções de software de gestão empresarial têm se tornado cada vez mais essenciais para o varejo e, por isso, as conexões com essas soluções são essenciais para o consumidor. O credor afirma ainda que os custos de mudança entre estas soluções seriam elevados devido a “personalizações que ocorrem ao longo do tempo” e “devido à integração existente entre os diferentes sistemas do estabelecimento comercial”, e que estes custos podem ser mais elevados à medida que do que mais estabelecimentos que a rede de varejo possui.

A Cielo pede que a operação seja contestada ou, em caso de homologação, “que sejam impostos recursos suficientes e capazes de eliminar todas as preocupações competitivas” exposta. O documento Sky foi elaborado por Pereira Neto Macedo Advogados.

Stone fez proposta de compra da Linx – Foto: Divulgação

(Este relatório foi publicado originalmente no Valor PRO, serviço de notícias e informações em tempo real do Valor Econômico)

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