Código Morse de supermercado: veja como os códigos de barras funcionam – 14/05/2020

Código Morse de supermercado: veja como os códigos de barras funcionam - 14/05/2020

Imagine como seria, quando chegou a hora de ir ao caixa do mercado, a pessoa responsável pelo serviço teve que procurar em uma longa lista o preço de cada produto em seu carrinho. Este é apenas um exemplo de como os códigos de barras tornaram nossa vida muito mais fácil.

Esse sistema de representação de dados foi inventado por Norman Joseph Woodland e Bernard Silver e patenteado nos Estados Unidos em 1951. Eles contavam com o código Morse e o sistema binário para sua criação.

Com o tempo, o sistema melhorou e se tornou mais complexo, mas seu método básico de operação permanece o mesmo.

Tec por trás dos códigos de barras

Primeiro, temos a definição básica de um código de barras tradicional, que é uma sequência horizontal de traços verticais de diferentes espessuras, cujo conteúdo pode ser “decifrado” por um leitor óptico.

Afinal, os códigos de barras representam um número e seu número de dígitos pode variar. Os padrões mais comuns variam de 12 a 14 dígitos e cada dígito tem um espaço idêntico no comprimento do código de barras.

Um código de barras de 12 dígitos, portanto, terá uma representação gráfica composta por 12 segmentos de tamanho igual.

Cada um desses 12 segmentos é “cortado” em sete partes. A combinação de quais partes serão preenchidas com preto e quais serão deixadas em branco determina qual número de 0 a 9 esse segmento representará.

Após a leitura, um número de identificação é gerado. Ao cruzar esse número com um banco de dados, é possível, por exemplo, associá-lo a um elemento. Ao pagar em um supermercado, serve não apenas para incluir o preço de um produto na conta do cliente, mas também para cancelar o produto comprado no estoque da loja.

Como é lido o código de barras?

Isso é tratado por um dispositivo que ilumina o código. Essa luz é refletida diferentemente nas partes em preto e branco do código de barras e é captada pelo próprio leitor, que emite um sinal analógico para um dispositivo decodificar o que o dispositivo “viu”.

Existem diferentes padrões de código de barras?

Embora o conceito seja semelhante, existem diferentes padrões para códigos de barras. Eles podem variar em comprimento (e, consequentemente, no número de dígitos) e também em formato. Neste último caso, existem variações ainda mais radicais, como códigos QR.

Como funciona um código QR?

Acrônimo de Código de Resposta Rápida (ou Código de Resposta Rápida), é um código de barras bidimensional que surgiu em 1994 para ser usado pela indústria automobilística japonesa. Devido ao seu design, esse código pode conter muito mais informações do que um código de barras tradicional.

Isso o torna útil para várias funções. Pode ser lido com uma câmera de celular para nos levar a um site, rastrear produtos, identificar artigos e controlar documentos, entre outros.

Os códigos de barras são usados ​​em todo o mundo?

Sim, mas existem países que acabam usando outros formatos de código. Além disso, alguns setores industriais específicos, como bancos e indústria automotiva, usam códigos proprietários, ou seja, com formatos exclusivos.

Fontes:

Fernando Madani, coordenador do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia
João Carlos de Oliveira, Presidente da Associação Brasileira de Automação – GS1 Brasil
Paulo Sergio Rodrigues, do departamento de TI da FEI

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