Com a estreia do Brasil na Copa do Mundo, alguns torcedores não vestirão a icônica camisa amarela e verde: NPR



PARA MARTÍNEZ, APRESENTADOR:

O Brasil, um dos favoritos deste ano para vencer a Copa do Mundo, joga sua primeira partida ainda hoje. Agora, os torcedores em casa estão inseguros sobre vestir a camisa da seleção, que, durante a recente disputa presidencial, tornou-se sinônimo de presidente de extrema-direita do Brasil. NPR’s Carrie Kahn tem a história.

PESSOAS NÃO IDENTIFICADAS: (Canção em português).

CARRIE KAHN, BYLINE: Tornou-se uma visão familiar em marchas e comícios de apoiadores nacionalistas do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

PESSOAS NÃO IDENTIFICADAS: (Música) Barraco, barraco, barraco, barraco (ph).

KAHN: Quase todos eles vestem a camisa amarela canário e agitam a bandeira nacional, símbolos, dizem eles, emblemáticos de seu movimento liderado por Bolsonaro. O líder de direita que perdeu por pouco a reeleição no mês passado deixou o país profundamente dividido. Ele está alegando fraude e seus torcedores ainda estão protestando e vestindo a camisa.

VANESSA MORALES: (Falando em português).

KAHN: É por isso que alguns fãs de esportes, como Vanessa Morales, dizem que não vão usar a camisa, mesmo vendo a seleção nacional possivelmente ganhar um hexa, sexto título da Copa do Mundo. Ela não quer ser confundida com uma apoiadora do partido Bolsonaro.

MORALES: (Falando em português).

KAHN: “Uma festa que acabou tomando conta da nossa camisa.” Ela diz que é triste não poder mais usar. Em vez disso, ele vestirá a camisa vermelha do Flamengo, como fez em um desfile recente no Rio de Janeiro.

PESSOAS NÃO IDENTIFICADAS: (Músicas em português).

KAHN: Você diz que espera que no ano novo, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumir o cargo, os brasileiros voltem a vestir a camisa da seleção.

Os partidários de Lula não esperam tanto. Eles criaram uma versão própria da famosa camiseta, diz o vendedor Renato Monteiro, fazendo vendas a todo vapor em uma feira livre no Rio de Janeiro.

RENATO MONTEIRO: (Falando em português).

KAHN: Monteiro diz: “Nós resgatamos nossa pátria de Bolsonaro com a camisa estilo jersey”. Traz na frente a foto do presidente eleito barbudo e no verso o número 13 do candidato eleitoral de Lula. “É do povo e nós o recuperamos”, acrescenta. E os lucros também não são ruins. Ele diz que vendeu 20.000 na preparação para a Copa do Mundo. Mas a confederação brasileira de futebol quer que o país deixe a política no passado.

(ANÚNCIO DE SOM SÍNCRONO)

PESSOAS NÃO IDENTIFICADAS: (Rapping em português).

KAHN: Você está exibindo este anúncio com sua própria versão de uma música popular brasileira que incentiva o orgulho da camisa amarela (em português).

(ANÚNCIO DE SOM SÍNCRONO)

PESSOAS NÃO IDENTIFICADAS: (Canção em português).

KAHN: “Vamos, Brasil. Vamos, camisa amarela”, diz ele. Uma das maiores cervejarias do país espera focar no futebol e, claro, no consumo de álcool também.

PESSOAS NÃO IDENTIFICADAS: (Músicas em português).

KAHN: Mas esses três torcedores de futebol, que vieram comemorar no recente desfile de seu time da casa, dizem que a reconciliação política é possível. Um votou em Lula, um em Bolsonaro e um se absteve.

LEANDRO CORREIA: (Falando em português).

KAHN: “Olha”, diz Leandro Correia, 40, “as eleições acabaram. Se todos pudermos nos unir sob uma cor, amarelo, então o país pode. É hora de unir o Brasil.” Embora, ele brinca, claro que será muito mais fácil se o Brasil vencer a Copa do Mundo.

Carrie Kahn, NPR News, Rio de Janeiro.

(SOUNDBITE DE MONEY MARK “CROWNS”)

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