Com temas que vão dos rituais ao universo feminino, o Sesc inaugura a XV Bienal Naïfs de Piracicaba | Piracicaba e Região

O Sesc abre ao público neste sábado (28), em sua unidade de Piracicaba (SP), a 15ª Bienal Naïfs do Brasil. Com curadoria de Ana Avelar e Renata Felinto, a Bienal reúne 125 artistas de 21 estados do país, além do Distrito Federal.

Baseada no tema “Idéias para adiar o fim da arte – uma referência direta ao pensamento do líder indígena brasileiro, ambientalista e escritor Ailton Krenak e do filósofo e crítico de arte americano Arthur Danto”, a mostra apresenta 212 obras em diferentes mídias.

São instalações, pinturas, desenhos, colagens, gravuras, esculturas, bordados, marchetarias e talhas. As artistas Carmela Pereira, Leda Catunda, Raquel Trindade e Sonia Gomes integram a mostra a convite da curadoria.

Ana Mae Barbosa e Lélia Coelho Frota também são veneradas no processo curatorial desta XV edição da Bienal.

Com inauguração inicialmente prevista para agosto deste ano, a mostra, cuja inauguração foi adiada devido às restrições impostas pela pandemia Covid-19, Pode ser visitado gratuitamente pelo público de terça a sábado, das 14h00 às 18h00, mediante marcação. pele Site do Sesc Piracicaba.

A permanência máxima na unidade é de 90 minutos e o uso de máscara é obrigatório para todas as pessoas durante todo o atendimento.

A comadre Fulosinha dá à luz após decapitação do caçador que a engravidou, de Eriberto de Almeida Chagas – Foto: Isabella Matheus

Realizada pelo Sesc São Paulo em Piracicaba desde o início dos anos 1990, a Bienal de Naïfs é um convite ao público para uma reflexão sobre as atividades populares inventadas pelos artistas.

Nesta XV edição, a partir do título Ideias para adiar o fim da arte, o programa traz discussões sobre temas como meio ambiente; o feminino como força social, como divindade e como figura do sagrado; violência estrutural histórica; espaços de coletividade e sociabilidade em ritos, festas e cerimônias; e o debate sobre objetividade e utilidade.

Segundo Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do Sesc São Paulo, “a longa relação do Sesc com este universo, que antecede as Bienais Naïfs do Brasil, está ligada ao reconhecimento de que a arte popular merece um espaço adequado com a sua relevância ”. .

“Essa trajetória ajudou a própria instituição a ampliar seus horizontes e sua compreensão da ação cultural, destacando as conexões entre cultura, democracia e cidadania”, completa.

Capa Tropeiro – um breve olhar sobre o Caminho das Tropas, de Angeles Paredes e Carmen Kuntz – Foto: Isabella Matheus

De origem francesa, o termo Naïf deriva do latim e sugere algo natural, ingênuo, espontâneo, foi originalmente usado no campo das artes para descrever a pintura e as propostas do artista modernista francês Henri Rousseau (1844-1910).

A adoção do termo pela Bienal, no plural e alheio à palavra “arte”, evidencia seu foco no artista e em suas várias e múltiplas manifestações, deixando em aberto os possíveis sentidos e características do que significa ser ingênuo.

“[O termo] no passado teve um sentido ingênuo da arte relacionado a uma suposta falta de formalização dos estudos por parte desses artistas. Como podemos perceber, mesmo nesta amostra, tal leitura acabou se revelando equivocada e, a julgar pelos artistas que tradicionalmente participam desta mostra, hoje a palavra é reivindicada por eles porque compõem um sistema específico em que os critérios que definem um / uma artista ingénua e os interesses que as suas obras suscitam são absolutamente diferentes dos vigentes no sistema da arte contemporânea ”, analisa Ana Avelar.

Como forma de estimular a participação, valorizar a produção artística e diversificar o acervo permanente da instituição – o Sesc Art Collection -, o Sesc São Paulo premia os artistas selecionados, por meio de suas obras, o Prêmio Destaque-Aquisição, Prêmio Incentivo e Menção Especial.

Para esta XV edição da Bienal Naïfs, os trabalhos premiados foram:

Prêmio de Aquisição de Destaque

  • Cotidiano II, de Alexandra Adamoli (Piracicaba, SP)
  • Totem de Apurinã Kamadeni, de Sãnipã (Pauiní, AM)
  • O renascimento de Luzia, de Paulo Mattos (São Paulo, SP)
  • O Martírio de Nossa Senhora do Brasil, de Shila Joaquim (São Matheus, ES)
  • Capa del tropeiro: um breve olhar sobre a trajetória das tropas, Coletivo de Ángeles Paredes e Carmem Kuntz (Sorocaba, SP)
  • Em busca de uma liberdade que ainda não amanheceu, de Con Silva (Batatais, SP)
  • Comadre Fulosinha dá à luz após decapitação da caçadora que a engravidou, de Eriba Chagas (São Paulo, SP)
  • Esperança em pedaços, de Paulo Chavonga (Diadema, SP)
  • Brincantes do Imaginário, de Valdeck de Garanhuns (Guararema, SP)
  • É óleo no mar …, de Alcides Peixe (São Paulo, SP)
  • Cantinho do benzer, de Alexandra Jacob (Piracicaba, SP)
  • Vazante, de Eri Alves (São Paulo, SP)
  • Jandira # 33, de Hellen Audrey (Campinas, SP)
  • Aprendiz de Paje, de Yupury (Manaus, AM)
  • Umbuzeiro florindo, de Nilda Neves (São Paulo, SP)
  • Graxa, Soupixo (Crato, CE)
  • Alma da estrada, de Thiago Nevs (São Paulo, SP)
  • O cotidiano da Finoca, de Zila Abreu (São Paulo, SP)
  • O que: XV Bienal Naïfs do Brasil – Idéias para adiar o fim da arte
  • Quando: 28 de novembro de 2020 a 25 de julho de 2021. Visitas com horário: terça a sexta, das 14h às 20h; Sábado, das 10h às 14h Tempo de visita: 90 minutos.
  • Onde: Sesc Piracicaba
  • Agendamento de visitas: sescsp.org.br/piracicaba
  • Quanto custa: Livre
  • Classificação dos pais: entregue

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