como funciona um dispositivo que pode detectar casos graves de coronavírus

como funciona um dispositivo que pode detectar casos graves de coronavírus

O oxímetro, um dispositivo que custa um pouco mais de R $ 100 em farmácias, pode ser um aliado importante para detectar casos graves de covid-19. Ele mede a oxigenação do sangue e é fácil de usar, mas os médicos têm opiniões diferentes sobre a necessidade de todos terem uma em casa.

Portátil, o oxímetro existe há anos. É o dispositivo que os médicos colocam ao alcance do paciente durante o exame, exames de rotina ou hospitalizações. Ele mede a saturação sanguínea (nível de oxigênio), que tem a ver com a capacidade respiratória do paciente.

Coluna em The New York Times, O médico americano Richard Levitan argumenta que pessoas com sintomas de covid-19 devem ser frequentemente medidas pelo oxímetro para antecipar casos graves.

Existem exemplos reais disso. Carolina Corrêa Bastos, proprietária do Bar do Jiquitaia, em São Paulo, diz em seu Facebook que levou o marido para o hospital após usar o oxímetro e detectar saturação e temperatura anormais. Ele foi hospitalizado, mas se recuperou da doença.

“Como covid é uma doença respiratória, afeta o oxigênio no sangue e, portanto, as pessoas têm dificuldade em respirar. O paciente entra no hospital, com dificuldade em respirar e tossir. Vemos saturação no oxímetro. Se o valor está abaixo do normal, estamos preocupados “, diz Luiz Falcão, professor da faculdade de medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Todos nós devemos comprar?

Na Internet, você encontra o oxímetro por cerca de R $ 120. Devemos comprar tudo, ou pelo menos pessoas diagnosticadas com coronavírus?

A resposta, para alguns médicos ouvidos por Inclinação, e não. Afinal, não basta ter o instrumento, mas saber interpretar seus resultados.

“Nesse contexto de pandemia, é difícil recomendar que todos tenham um em casa. As pessoas não saberão exatamente o que fazer com o equipamento”, diz Mónica Corso Pereira, professora de pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade de Campinas). )

Para Falcão, o dispositivo é um equipamento médico que deve ser operado por quem entende o que faz. “O enfisema destrói o pulmão, e nem todos os fumantes têm um oxímetro em casa. Você precisa saber como interpretar o resultado”, diz ele.

Edimilson Migowski, coordenador de Relações Externas da Reitoria e professor de medicina da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), discorda de seus colegas. Para ele, o oxímetro pode ser tão útil quanto medir a temperatura ou pressão em casa.

“Acho que é bom para as pessoas tê-lo em casa. São parâmetros que ajudam na tomada de decisões. Sou médico, posso ligar para a pessoa e ter isso como base. Temos que nos adaptar ao medicamento do momento, manter distância. E o oxímetro é apenas mais uma ajuda “, diz ele.

Simples e não invasivo

O oxímetro não é tão secreto: geralmente é suficiente encaixar seu dedo como um dedal, pressione um botão e aguarde os resultados aparecerem na tela. Hoje, alguns relógios inteligentes têm medidores semelhantes, ainda não totalmente aprovados pelos médicos.

O visor geralmente mostra medições como saturação sanguínea e freqüência cardíaca. Para a covid-19 e o sistema respiratório do paciente, as informações importantes são a saturação sanguínea, que vem com uma porcentagem que varia de 0% a 100%.

O equipamento utiliza tecnologia de raios infravermelhos. Quando você enrola o dedo, um lado emite luz e o outro absorve essa luz. A hemoglobina combinada com oxigênio (oxihemoglobina) tem uma cor e a hemoglobina não combinada tem outra cor. Usando um mecanismo de absorção de luz, o oxímetro detecta a quantidade de oxihemoglobina e hemoglobina sem oxigênio.

Um cálculo do dispositivo determina quanto de um dos comprimentos foi absorvido e fornece o resultado da saturação do sangue como uma porcentagem. Mas existem alguns aspectos que podem interferir nos resultados:

  • Esmalte vermelho mais forte.
  • Pele pigmentada mais escura
  • Muita luz no quarto.
  • É indicado que a mão está quente e relaxada, além dos dedos não apresentarem feridas.

Os números de saturação considerados “normais” pelos médicos são de 95% ou mais. Abaixo disso, é necessário investigar o que pode ter causado a anormalidade, tanto por meio de outros exames, quanto pelo histórico do paciente.

“Normal é 95% ou mais, mas você não pode dar essa recomendação sem saber se a pessoa com o oxímetro tem doença pulmonar crônica, se a leitura foi bem-sucedida. Não é um equipamento a ser usado por pessoas sem experiência. Supervisão”, Diz Corso.

Como o coronavírus afeta o oxigênio no sangue

Um dos sintomas mais graves do coronavírus, que leva a hospitalizações e mortes, é a insuficiência respiratória. Nele, o oxímetro pode detectar uma alteração com antecedência, antes que o caso se torne muito sério. Isso tem a ver com a nossa capacidade de absorver oxigênio do meio ambiente.

“Imagine que você tem uma espinha e ela está inflamada. Você a toca e dói, percebe que não é uma pele normal. Quando você tem uma doença pulmonar, ela fica inflamada, há troca de fluidos e menos oxigênio com o sangue”, compara Falcão. O mesmo vale para outras doenças respiratórias, como pneumonia.

A insuficiência respiratória afeta um grupo muito pequeno de pacientes com coronavírus. A grande maioria é assintomática ou com sintomas tão leves que nem percebem que têm a doença, segundo estudos.

Os casos mais graves, apesar de serem uma pequena minoria, são aqueles que têm preenchido hospitais com a necessidade de cuidados especiais, como ventilação pulmonar. Diminuir o número de hospitalizações é uma das principais maneiras de controlar o coronavírus. O conhecimento prévio da gravidade ajuda o paciente a se recuperar.

“Quanto mais rápido o diagnóstico, mais rápido será o tratamento. Quanto mais cedo for detectado, maiores serão as chances de sucesso”, resume Falcão.

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About the Author: Adriana Costa Esteves

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