Como identificar se o álcool no gel é irregular?

Como o coronavírus foi classificado como uma pandemia, a inspeção sanitária em estabelecimentos que vendem ou fabricam gel de álcool foi intensificada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Até ontem (25), 1.370 produtos foram apreendidos por não terem a devida autorização para sua venda ou fabricação.

Segundo a gerente de Medicamentos e correlatos da Vigilância Sanitária, Renata Ferreira, a população também pode ajudar a combater o comércio irregular de mercadorias.

“No momento da compra, o consumidor pode verificar se a etiqueta do produto possui o CNPJ da empresa e se o número de autorização para a operação do local é indicado. O cliente pode entrar no site da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] verificar se essa empresa pode realmente trabalhar e fabricar o artigo ”, explica Renata.

Mesmo seguindo todas essas etapas, o gerente observa que não há garantia de que o gel de álcool seja regular. “Encontramos produtos com esses dados, mas a empresa não é regularizada. Se as pessoas tiverem dúvidas, podem entrar em contato com a ouvidoria e a Vigilância Sanitária realizará uma investigação mais aprofundada ”, aconselha.

Além de esclarecer dúvidas, a população pode registrar reclamações no site da Ouvidoria Federal e número 162, gratuitamente. O cidadão deve se registrar e, em seguida, pode acompanhar a demanda com a senha para acessar o sistema recebido no momento do registro da manifestação, com o número do protocolo.

Crime

Desde a intensificação da fiscalização nesses estabelecimentos, duas pessoas foram presas, segundo a Coordenação de Repressão da Polícia Civil por Crimes contra Consumidores, a Ordem Tributária e Fraude (Corf). Nesta quarta-feira (25), a Vigilância Sanitária detectou uma produção irregular de álcool em gel em um distribuidor de medicamentos no Lago Sul.

A empresa manipulou o produto dentro do escritório e não tinha autorização de fabricação. A polícia confiscou frascos para acomodar o produto ilegal, mas a maior parte do produto já havia sido vendida.

O coordenador da Corf, delegado Wisllei Salomão, informou que uma das pessoas foi presa e enfrentará um crime contra a saúde pública, cuja pena é de 10 a 15 anos, e também um crime atroz. “O técnico responsável pela produção desses produtos está sendo investigado. Se for determinado que o artigo não é adequado para consumo, ele também pode ser responsabilizado por esse crime ”, relata.

A Vigilância Sanitária já havia participado da apreensão de 588 frascos de gel de álcool ilegal em uma papelaria na Asa Sul. Na última semana, foram apreendidos outros 596 frascos de gel de álcool sem origem, dos quais 401 em um distribuidor de cosméticos em Sobradinho e 195 em uma residência em Gama.

Com informações da Agência Brasília

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