Compre um, doe outro: os testes para covid-19 custam R $ 251 na Rappi – 20/05/2020

Até hoje (20), o teste de coronavírus é vendido ao custo do aplicativo Rappi. A ação é realizada através do movimento 2in2: para cada exame comprado, um será doado a alguém que não pode pagar.

O exame será realizado em regime drive-thru, no estacionamento dos shopping centers das principais cidades. A princípio, o serviço funciona apenas em São Paulo. Os horários estão disponíveis para a próxima segunda-feira (25) no Shopping Iguatemi, na Avenida Faria Lima.

O teste é do tipo sorológico e é vendido por R $ 251 cada, a preço de custo. Cada cliente pode comprar até cinco testes, para pessoas de pelo menos 10 anos. Se desejar, você pode doar mais 5 testes (além dos que já serão doados pelo movimento), pelo mesmo valor.

Dois a cinco dias após a coleta, os pacientes receberão um link de e-mail para visualizar o resultado. Por enquanto, a capacidade de atendimento é de aproximadamente 800 pessoas por dia.

Como comprar testes através do Rappi

“Estamos comprometidos em usar nosso potencial de alcance e nossa tecnologia para ser a ferramenta para a população acessar os testes. Criamos um botão em nosso aplicativo para que os usuários possam adquiri-los e também doar a outros, agendar o melhor dia e hora de ir ao local da coleta e efetuar o pagamento digital, através do aplicativo “, explica Sérgio Saraiva, presidente da Rappi Brasil.

Diferentemente dos testes realizados com raspagem nasofaríngea (secreções), que detectam apenas o vírus no estágio sintomático da doença, os testes vendidos no Rappi são sorológicos, feitos a partir da amostra de sangue do paciente. Portanto, é possível detectar anticorpos daqueles que sofreram a doença, mesmo se semanas se passaram e se não houve sintomas. Segundo a Faculdade de Medicina do ABC, a precisão do resultado é de 94%.

A evidência doada irá para hospitais públicos e filantrópicos na mesma região em que a venda foi feita. Em alguns casos, as doações podem ser feitas diretamente às comunidades vulneráveis.

“Dos países com o maior número de casos confirmados, o Brasil é um dos menos testados para a covid-19. Mais testes significam dados mais confiáveis, que podem expandir bastante a capacidade de resposta do país, especialmente para a população em situação. da vulnerabilidade social, que em muitas perspectivas está mais exposta aos efeitos da pandemia ”, disse Ralf Toenjes, presidente da ONG Renovatio.

A campanha sem fins lucrativos tem como objetivo testar em massa a população, mapear quem já é imune ao covid-19. Segundo os criadores, essa seria a melhor opção para desenvolvermos uma estratégia para relaxar o isolamento social, que dura mais de dois meses.

“Com o nº 2 em 2, poderemos atuar ativamente como parte da solução para a crise de saúde que o país enfrenta, com o fornecimento de testes de maneira segura, o que pode ajudar as autoridades a tomar a melhor decisão sobre como e quando afrouxar a isolar e retomar a economia “, destaca Victor Fiss, fundador e CEO da Cia. da Consulta.

“Quando vimos o desafio de testar a qualidade e a disponibilidade, entendemos a importância de criar uma iniciativa que pudesse se tornar um modelo nacional sem fins lucrativos de resposta conjunta da sociedade civil a esse problema”, diz Tiago Barros, co-fundador da Vitta , empresa de tecnologia da saúde. “A cada 2 anos, a iniciativa avaliará o maior número possível de pessoas”.

O movimento 2in2 tem a participação de novas empresas e grandes empresas: Vitta, Stone, Cia. Da Consulta, Rappi, Loggi, Iguatemi Company of Shopping Centers, escritório de advocacia Mattos Filho, XP Inc., QR Consulting, ONG Renovatio, Orbitae e Sic Works.

Além disso, existe um conselho médico com oito profissionais, entre eles o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência de Coronavírus do Estado de São Paulo.

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