Conheça o Trafalgar Group, instituto que conquistou a vitória de Trump em 2016 e volte a apostar nele – Internacional

Ao contrário da maioria dos institutos americanos, consultoria Trafalgar Group prevê vitória para Donald Trump contra o democrata Joe Biden nas eleições desta semana. Conhecido por disseminar pesquisas mais fáceis de usar para Partido republicano, a empresa destaca que o atual presidente tiraria proveito de estados-chave, como Flórida, Michigan mim Pensilvânia, considerada decisiva no resultado da votação.

No site oficial, Trafalgar Group afirma que teria se saído bem O sucesso de Trump na eleição de 2016, quando praticamente todos os institutos indicaram Hillary Clinton, o candidato democrata, como o novo presidente dos Estados Unidos. Entre as pesquisas tradicionais, a exceção foi a de USC / Los Angeles Times, que previu o crescimento do republicano na reta final da campanha.

A favor de Trafalgar, há duas postagens feitas no dia 7 de novembro no Twitter, na véspera, portanto, da eleição de 2016. Nelas, a empresa apontava a vantagem de Trump sobre Hillary em Michigan e na Pensilvânia, onde a maioria dos institutos estavam errados. Agora, mais uma vez, a consultoria estima que o republicano está à frente de Biden nesses estados, com margem de 48,3% -45,8% e 47,8% -45,9%, respectivamente.

Especializado em estatística, o site americano Cinco trinta e oito atribui a Trafalgar uma pontuação C, abaixo dos institutos mais tradicionais. Das 48 pesquisas analisadas, a consultoria teria atingido 75% e apresentado margem de erro de 5,6 pontos percentuais, segundo a plataforma. Os resultados tendem a ser 0,9 ponto mais favoráveis ​​aos republicanos.

Coordenador FiveThirtyEight, Prata nate diz que a investigação apresentada pelo Trafalgar Group seria “insana”. Ele observou, por exemplo, que para o instituto Trump ele ganharia 30% dos votos dos membros do Partido Democrata em Michigan.

Com sede em Atlanta, Geórgia, a consultoria é presidida por Robert Cahaly, seu fundador. Na página oficial, ele se apresenta como um especialista em análise de dados e diz que já trabalhou no apoio a campanhas do Partido Republicano, incluindo a de George W. Bush e do próprio Trump.

Para a imprensa americana, Cahaly tem defendido os resultados de suas pesquisas e tem mostrado confiança de que os outros institutos vão perder a previsão. Segundo ele, a empresa aplica um método para corrigir o chamado “viés da desejabilidade social”, que consistiria basicamente em identificar eleitores que têm vergonha de declarar voto no atual presidente.

De acordo com a tese, os entrevistados podem se sentir encurralados por apoiar Trump em público, dada a forma como o presidente é descrito na imprensa. Para aliviar a tensão, os questionários de Trafalgar teriam até nove perguntas e durariam entre um e dois minutos, o que seria mais atraente para pessoas menos politizadas. Eles também podem ser feitos por meio de ligações, mensagens de texto ou e-mails.

De acordo com Washington Post, a consultoria evita fazer perguntas espinhosas diretamente ao entrevistado. Em vez disso, questiona o que o “bairro” pensa sobre um determinado assunto e, com base na análise das respostas, corrige o cálculo da intenção de voto. “Quando você precisar saber o que as pessoas pensam sobre algo que não é agradável de se falar, pergunte o que seus vizinhos pensam, porque eles vão te dar sua opinião verdadeira sem que você os julgue por isso”, disse Cahaly, segundo o veículo americano.

Em artigo publicado no portal Intelligencer, da revista Nova YorkO analista político democrata Ed Kilgore argumenta que ainda não há evidências de que a tese do “eleitor tímido” seja real. “A base de Trump não é glorificada por ser ‘politicamente incorreta’ e por ‘liderar os liberais’?”, Escreveu ele. Para ele, o fator decisivo em 2016 não foi a timidez, mas a questão de em quem votar. “Eles não escondiam em quem queriam votar; a intenção, de fato, não havia se consolidado”.

A pesquisa tradicional fez ajustes

O Washington Post também observa que Cahaly corrobora as teorias da conspiração. No programa em Notícias da raposa, uma rede de televisão americana, chegou a dizer que Trump venceria na Pensilvânia, mas que, se não fosse uma grande vantagem, haveria fraude eleitoral promovida por “eles”, supostamente adversários democratas. No entanto, ele não apresentou quais seriam as evidências.

O discurso é o mesmo adotado por Trump, que descreve como notícia falsa todas as pesquisas que mostram a vantagem de Biden na disputa eleitoral. O presidente postou recentemente no Twitter que estava “vagamente” à frente nas consultas “realmente importantes”. Há também a expectativa de que, se derrotado, o republicano leve a eleição à Justiça.

Os institutos tradicionais viram sua credibilidade questionada principalmente após perderem o resultado de 2016. Embora tenham atingido a vantagem nacional de Hillary, as pesquisas não previam que Trump obteria mais da metade dos votos no Colégio Eleitoral, conforme estabelecido pelo modelo eleitoral. estadunidense. .

Segundo analistas, o maior desafio há quatro anos era identificar um eleitor “escondido”: o produtor rural de baixa renda sem diploma universitário, que tendia a votar em Trump. Também houve muitos indecisos e pessoas que declararam que não iriam às urnas, mas acabaram votando. Isso levou muitos pesquisadores a revisar o peso de alguns critérios e ajustar a metodologia do estudo para 2020.

“Acho que estamos em uma situação bem diferente, embora em 2016 as pesquisas tenham acertado o resultado nacional e na maioria dos estados, dentro da margem de erro”, afirma. Mauricio moura, fundador de Ideia Big Data. “Mais pesquisas estão sendo oferecidas em nível local agora, especialmente nos estados do Meio-Oeste”.

Neste ano, a votação antecipada já indica comparecimento recorde do eleitor, comportamento que, segundo Moura, aumenta a adesão às pesquisas. Também seria mais fácil identificar quem apoia o Trump. “Como eles estão no cargo há quatro anos, há mais indicadores para revisar do que em 2016. Há, por exemplo, uma grande correlação entre quem avalia bem o governo e quem vota”.

Para o pesquisador, porém, a antecipação também pode ser o principal entrave para que os institutos façam previsões. “A possibilidade de nem todos os votos serem contados é enorme”, diz ele. “Em primeiro lugar, há lugares em que os votos não atingem o prazo. Em segundo lugar, há uma questão do processo de contagem em que a assinatura no envelope deve corresponder exatamente ao registro. Outro grande problema é que, em estados como o Texas, você tem um distrito com uma única caixa para 4 milhões de votos. “

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