Contratos de Rondón com a Odebrecht vão a julgamento de mérito

Uma série de contratos com intenção empresarial entre o réu Ángel Rondón e a empresa brasileira Odebrecht, foram incorporados à Primeira Vara Colegiada da Comarca Nacional durante a audiência de julgamento de mérito seguido pelos seis implicados no notório caso.

Com a leitura pela secretaria do tribunal da prova número um dos documentos, o Ministério Público busca comprovar a denúncia dos subornos distribuídos pela construtora para obter cessões de obras do Estado. Especificamente, corresponde à parte 1.3.

O réu Rondón em cada leitura dos autos no sentido da constatação de que os referidos contratos eram para fins comerciais, que não foram assinados ou notarizados por um advogado notarial.

Afirmou que os documentos foram apreendidos por procuradores da Promotoria Especial de Perseguição à Corrupção Administrativa (Pepca), durante busca realizada em sua residência, após insistir que se tratam de minutas de projetos não executados.

A presidente do tribunal Gisell Méndez, após o início da leitura, fez uma observação à secretária para que cada vez que ela ler um desses contratos, seja indicado se eles estão assinados pelas partes.

Os contratos com intenções de negócio entre as partes referem-se à venda de bens imóveis, condições em que Rondón iria trabalhar com a construtora brasileira para prestar o seu serviço, contrato de confidencialidade entre as partes, entre outros.

Da mesma forma, o secretário do tribunal leu uma série de recortes de jornal informando que o réu Rondón se dedicava à pecuária, medalha de mérito concedida pelo ex-presidente Danilo Medina, bem como reconhecimento da Associação de Pecuaristas do Este ao proprietário Hacienda Los Ángeles e La Fábrica Agroindustrial Los Ángeles.

Relatórios e subornos
Anteriormente, o tribunal decidiu que os relatórios dos funcionários 1 e 54 da empresa Odebrecht, identificados como Marcelo Odebrecht e Marcos Vasconcelos Cruz, não devem ser lidos na íntegra.

O tribunal, que também é formado por Tania Yunes e Jisell Naranjo, tomou a decisão considerando que parte das denúncias que não serão incorporadas se deve ao fato de não estarem integralmente traduzidas para o espanhol.

Nesse sentido, os juízes ordenaram ao secretário do tribunal que apenas lesse as partes que estão em espanhol, pois, de acordo com o Código de Processo Penal, somente os documentos que estão neste idioma podem ser incorporados ao julgamento. O tribunal decidiu que começará a ler, primeiro, as denúncias do empregado 1 (Marcelo Odebrecht) que são em espanhol, com cujas denúncias Pepca quer demonstrar a suposta participação dos seis réus no esquema de suborno.

Os promotores de Pepca, Wilson Camacho, chefe; Mirna Ortiz, coordenadora de contencioso do órgão. e José Miguel Marmolejo, pediram ao tribunal que autorizasse a plena incorporação das premiadas declarações dos executivos da empresa brasileira. Isso gerou oposição dos advogados de defesa dos acusados, pedindo que o pedido fosse rejeitado, por considerar que as traduções não foram devidamente depositadas na Secretaria do Supremo Tribunal de Justiça do Ministério Público e que isso já havia sido feito. pelo tribunal.

Siga na segunda-feira.
O Tribunal Colegiado do Distrito Nacional recuou ontem para a próxima segunda-feira, às 9 horas da manhã, a continuação do julgamento de mérito do caso Odebret.

US $ 92 milhões.
A empresa brasileira admitiu ter pago propina de US $ 92 milhões para a adjudicação de obras públicas na República Dominicana.

O acusado.
Além de Ángel Rondón Rijo, são acusados ​​Víctor Díaz Rúa, Conrado Pittaluga Arzeno, Porfirio Andrés Bautista García, Juan Roberto Rodríguez Hernández e o ex-senador do PLD, Tommy Galán.

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