Coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol deixa o grupo de trabalho | Paraná

Coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, Procuradoria Geral Deltan Dalagnol vai deixar o grupo de trabalho, informou o Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira (1º).

Em um vídeo postado online, Deltan Dallagnol disse que sua filha, de 1 ano e 10 meses, apresentava sinais de regressão do desenvolvimento e, portanto, precisaria passar mais tempo com ela.

“Depois de anos de intensa dedicação ao Lava Jato, acredito que agora é a hora de me dedicar de forma especial à minha família”, disse Deltan.

O coordenador do Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol deixa o grupo de trabalho

Segundo o MPF, o Ministério Público do Paraná Alessandro José Fernandes de Oliveira deve assumir as funções de Deltan Dallganol.

Deltan Dallagnol assinou várias denúncias da Operação Lava Jato contra empresários e políticos. Entre essas denúncias estão as contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o MPF, 543 pessoas foram denunciadas por 217 processos criminais movidos pelo grupo de trabalho liderado por Dallagnol. 166 pessoas acabaram condenadas pelos tribunais nesses casos.

Deltan Dallagnol em conferência no VII Congresso de Direito Constitucional, em Santo André – Foto: Danilo M. Yoshioka / Futura Press / Estadão Conteúdo

A estrutura do grupo de trabalho Lava Jato no Paraná foi criada em abril de 2014, um mês após o lançamento da primeira operação. Desde então, de acordo com documento encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), as obras foram renovadas sete vezes, o prazo atual termina em 10 de setembro.

Em julho, Houve atrito entre o grupo de trabalho e o Procurador-GeralAugusto Aras, que disse ser necessário “corrigir os rumos” para que o “lavajatismo não perdure”.

Deltan Dallagnol alega problemas de saúde da família e deixa o grupo de trabalho Lava Jato

Deltan Dallagnol alega problemas de saúde da família e deixa o grupo de trabalho Lava Jato

Deltan Dallagnol tem dois processos disciplinares abertos contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e estão suspensos.

Na segunda-feira (31), a Procuradoria Geral da República (AGU) argumentou perante o Supremo Tribunal Federal (STF) que há risco de prescrição de procedimentos disciplinares abriu no CNMP contra Deltan Dallagnol. Um processo expira quando o prazo previsto em lei expira, durante o qual pode haver uma penalidade.

De acordo com a AGU, processo que discute se Deltan Dallagnol cometeu uma infração disciplinar por supostamente tentar interferir na disputa pela presidência do Senado, com acusações contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL), deveria prescrever o dia 10 de setembro.

O ministro Celso de Mello havia suspendido o processo, pois entendeu que havia problemas com o processo no conselho e ressaltou que os deputados têm liberdade de expressão.

O outro processo, também suspenso por Mello, é um pedido de destituição da senadora Kátia Abreu (PP-TO).

Nesse processo, o senador afirmou que Deltan Dallagnol já foi alvo de 16 reclamações disciplinares na diretoria, deu palestras remuneradas e assinou um acordo com a Petrobras para que R $ 2,5 bilhões recuperados fossem destinados a uma fundação Lava Jato.

Reclamação contra Lula em Power Point

Recentemente, o CNMP decidiu entrar com pedido de ação feito por Lulacontra três advogados do Lava Jato, um deles Deltan Dallagnol, que denunciou o PT e fez um Apresentação em powerpoint para explicar a acusação.

Daltan Dalagnol detalha denúncia contra Lula em Lava Jato – Foto: Rodolfo Buhrer / FotoArena / Estadão Conteúdo

No pedido, Lula argumentou que o Ministério Público pretendia promover o julgamento da mídia durante coletiva de imprensa de setembro de 2016. Na ocasião, o Ministério Público protocolou denúncia no caso do triplex do Guarujá (SP).

O ex-juiz Sergio Moro, quando trabalhava na Lava Jato, Lula condenado em primeira estância. A condenação foi confirmada pela segunda instância, que a penalidade aumentou.

O Superior Tribunal de Justiça, embora mantendo a sentença, reduziu a sentença. Os advogados de Lula já processaram o Supremo Tribunal Federal (STF).

No ato da denúncia, Deltan Dallagnol mostrou à imprensa uma apresentação em PowerPoint com o nome de Lula ao centro e atribuiu-lhe o cargo de chefe de uma organização criminosa.

No ano passado, o site The Intercept Brazil Publicados mensagens atribuídas ao ex-juiz federal Sérgio Moro e Deltan Dallagnol dizendo que os dois trocaram informações sobre as operações.

O site diz que promotores, incluindo Deltan Dallagnol, trocaram mensagens com Moro sobre alguns dos assuntos investigados.

Em uma ocasião, segundo o Intercept, o então juiz Sérgio Moro dirigiu ações e exigiu novas operações do Ministério Público. Em um dos diálogos, Moro pergunta a Dallagnol, segundo o site: “Não é muito tempo sem operação?” O chefe da força-tarefa concorda: “Sim, é.”

Ainda segundo o Intercept, mensagens atribuídas a Deltan Dallagnol, chefe do Ministério Público da Lava Jato, sugeriam dúvidas sobre a solidez da denúncia contra o ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá, quatro dias antes de ser oferecida ao então juiz Moro.

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