Copa América: Brasil pode sediar torneio, regras judiciais

O que aconteceu?

Os juízes realizaram uma reunião de emergência na quinta-feira para considerar os pedidos de suspensão do torneio devido à pandemia. No entanto, eles decidiram que a constituição brasileira não deu ao tribunal poder para bloquear o desenvolvimento do torneio.

Onze juízes da Suprema Corte votaram por unanimidade para que o evento de dez nações continuasse, apesar da oposição do Partido Socialista Brasileiro e dos sindicatos.

O torneio será disputado nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal do país. Vários outros estados se recusaram a sediar jogos do torneio.

A final será no dia 10 de julho, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

O Brasil registrou mais de 475.000 mortes atribuídas à COVID-19, o segundo maior número do mundo depois dos Estados Unidos.

Como o torneio será diferente?

A competição acontecerá sem torcedores nos estádios.

As equipes também enfrentarão testes obrigatórios a cada 48 horas, além de terem seus movimentos restritos e usar voos fretados para viajar para as cidades-sede.

E quanto a Colômbia e Argentina?

Originalmente, a Copa América estava marcada para começar na Argentina e o campeão seria coroado na final na Colômbia. Teria sido a primeira Copa América organizada por dois países.

A decisão de remover a Argentina veio depois que o país teve que suspender sua temporada nacional de futebol devido à segunda onda da pandemia COVID-19.

O governo argentino decidiu que sediar o torneio não seria seguro ou viável devido ao alto índice de casos COVID-19.

A Colômbia perdeu suas funções de co-anfitrião em meio a distúrbios e protestos sobre a forma como o país lidou com a pandemia.

A situação chegou ao auge quando um dos maiores clubes da Argentina, o River Plate, teve uma viagem à Colômbia interrompida por manifestações de rua enquanto jogava contra a seleção júnior local na Copa Libertadores, o equivalente sul-americano da Liga dos Campeões.

Qual foi a reação?

Os jogadores do Brasil criticaram a decisão de sediar a Copa América no país, mas disseram que não boicotariam o torneio.

“Por diversos motivos, sejam humanitários ou profissionais, não estamos satisfeitos com a forma como a Conmebol tem conduzido a Copa América”, afirmaram os jogadores em nota divulgada nas redes sociais.

“Todos os acontecimentos recentes nos fazem acreditar que foi um processo inapropriado.”

No entanto, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse que organizar o torneio não é um risco para a saúde.

“Desde o início eu disse sobre a pandemia, sinto muito pelas mortes, mas temos que viver”, disse ele na terça-feira.

(Foto: Buda Mendes / Getty Image)

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