Coronavírus ameaça colapso do transporte público urbano no Brasil

JBr.

Com a retração do setor de transporte público urbano, devido ao avanço da pandemia de coronavírus no Brasil, a Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) anunciou uma redução de aproximadamente 30% na demanda por passageiros de transporte público urbano no Brasil. ônibus nas principais cidades brasileiras.

Essa retração deve-se principalmente a medidas relacionadas à luta contra os coronavírus que proporcionam isolamento social, cumprimento do horário de trabalho no sistema de home office e fechamento de escolas e universidades. Sem prejuízo da absoluta relevância das medidas, a NTU prevê que o agravamento da situação possa gerar um impacto de mais de 50% na queda de passageiros nas próximas semanas.

Além disso, a Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (ANATRIP) alertou que “o colapso das transportadoras afetará 80 milhões de usuários de baixa renda que não têm outra alternativa para se deslocar. Diferentemente da atenção dada pelo governo às empresas de transporte aéreo, nosso setor não recebeu nenhuma consideração, apesar de toda a sociedade e o governo em particular estarem cientes da desvantagem econômica e da dependência dos usuários em serviços que prestamos ”.

  • Para garantir protocolos de saúde pública neste momento de pandemia e a necessária preservação das empresas e a garantia da continuidade dos serviços, a Frente Parlamentar Conjunta para Transporte Público recomenda:
  • A aprovação imediata da Medida Provisória (MP) 906/2019, que determina que municípios com mais de vinte mil habitantes ou que integrem regiões metropolitanas, aglomerações urbanas ou regiões integradas de desenvolvimento econômico a uma população de mais de um milhão de habitantes, aprove a plano de mobilidade urbana até 12 de abril de 2021 e informar a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (SEMOB) do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).
  • Suspensão por 06 (seis) meses da cobrança de PIS, COFINS e CIDE recolhidos no diesel, no nível federal e no ICMS, tanto no diesel quanto no que é cobrado aos passageiros, no nível estadual;
  • Isenção de folha de pagamento para preservar empregos.

A Frente Parlamentar Conjunta para Transporte Público permanece disponível para debater, promover e preparar propostas que atendam às necessidades da população no momento e à proteção do setor para evitar o colapso da oferta de serviços de transporte público nos centros urbanos.

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