Coronavírus: fim de semana de ruas desertas pela cidade

JBr.

Larissa Galli e Vítor Mendonça
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Ontem à noite, o número de casos confirmados de pessoas infectadas com coronavírus no Distrito Federal aumentou para 131, de acordo com a mais recente atualização do Departamento de Saúde, antes do horário da imprensa.

O número de pessoas hospitalizadas devido a complicações virais chegou a oito. Os outros 123 pacientes são isolados em casa.

A Secretaria também informou que 3.628 casos são considerados suspeitos e estão sob investigação. Outros 2.017 foram descartados. “Não há registros de transmissão comunitária”, garante o portfólio.

O primeiro paciente hospitalizado com coronavírus no Distrito Federal está em estado muito grave, em coma induzido e com febre no início da tarde de ontem. A mulher de 52 anos é internada isoladamente na UTI do Hospital Regional Asa Norte (Hran) e respira com a ajuda de dispositivos.

Risco controlado

O novo coronavírus e o isolamento social trouxeram uma paisagem estranha a Brasília, sempre pulsante nos finais de semana, com pessoas praticando exercícios nos parques, famílias morando no eixão, carros passando pela cidade. As ruas agora estão vazias, com um ou outro morador caminhando, estacionam em becos bucólicos, onde o silêncio das vozes humanas amplifica o canto dos pássaros e o bater das asas dos pombos.

O decreto nº 40.529, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal na última quarta-feira (18), estabelece que “zoológicos, ecológicos, recreativos, urbanos, vida e parques similares” terão suas portas fechadas nas próximas semanas.

Em tempos de restrições, o desejo de sair de casa por alguma atividade física é tentador para Rafael Dantas, 34, e Glayka Gomes, 28, na entrada do parque central de Brasília. Na semana passada, eles foram orientados por seu trabalho a ficar em casa e a executar as tarefas do escritório em casa, para evitar o risco de contaminação pelo novo coronavírus. “Temos o hábito de nos exercitar, realmente sentimos falta de ir à academia”, confessou Glayka.

O Eixão do Lazer foi o programa mais afetado ontem. Carros e motos circulavam nas estradas, como nos dias úteis. Também foram fechados outros locais de entretenimento, como o Parque Ecológico de Brasília, o Ermida Dom Bosco.

Nos quarteirões residenciais do centro de Brasília, playgrounds e campos esportivos permanecem abertos, mas a recomendação permite o mesmo: que não haja interações entre vizinhos e atividades coletivas.

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