Coronavírus: os comerciantes do DF já dão conta dos danos

JBr.

Mayra Christie
Jornal Brasília / Agência UniCeub

As medidas preventivas contra o coronavírus, incluindo o isolamento social, já são responsáveis ​​por uma série de perdas para os comerciantes, que ainda não sabem como pagarão suas contas durante a crise.

Dono de um bistrô na Asa Sul, Gabriel Aragão testemunha que, desde o início de março, o movimento em seu estabelecimento já havia sofrido uma queda, mas foi na última semana que esse baixo movimento se tornou significativo e os cancelamentos frequentes.

“Em geral, temos muita demanda por reservas principalmente para aniversários, e na semana passada esse número foi muito ruim”, diz o empresário. “Dos que não foram cancelados, eles não tinham todos os convidados da lista”, acrescentou.

Gabriel também explica que a redução drástica de clientes causa perda de validade do produto. “Fazemos compras com base no número de clientes que geralmente recebemos. Com essa situação, acabaremos perdendo muito produto. Nós não teremos vencido. ”

Em Planaltina, o bar parou de receber clientes. Foto: Mayra Christie

Distância entre tabelas

O proprietário do bistrô disse que o local está em processo de adaptação aos novos padrões. “O decreto passou de um dia para o outro. Estamos limpando as mesas com álcool, e eu mesmo vou aos clientes oferecer gel de álcool pelo menos uma vez a cada hora ”, explicou.

Quanto à distância adequada das mesas, Gabriel Aragão afirma que o número de reservas está diminuindo para garantir essa distância. No entanto, como medida de precaução e para evitar maiores danos, os responsáveis ​​pelo local decidiram ingressar na quarentena e encerraram as atividades no local nos próximos dias. Apenas os serviços de entrega permaneceram.

O empresário Carlos Ferreira é dono de um bar e restaurante em Planaltina (DF) e já está tomando as medidas necessárias para evitar que o surto da doença tenha um impacto ainda maior em seu trabalho.

“Estamos fazendo o que o decreto exige em relação à distância das mesas, disponibilizando álcool gel e sempre aconselhando as pessoas a lavar as mãos com sabão”, explica. Ele acrescentou que as diretrizes não são apenas para os clientes. “Pedimos aos nossos funcionários que lavem as mãos com mais frequência e evitem contato muito próximo com os clientes”.

Outro bar, agora na Asa Norte, também está dentro das regras estabelecidas no decreto. Tatiana de Souza, uma das parceiras do estabelecimento, afirma que, apesar de não ter sofrido uma queda tão significativa no número de clientes imediatamente, o plano é manter essa baixa queda na gestão, aplicando o que é recomendado pelo Governo do Distrito Federal. “Disponibilizamos aos clientes uma quantidade maior de álcool gel e as mesas já estão de acordo com a distância sugerida pelo governador”, explica Tatiana.

Na terça-feira (17), o governador Ibaneis Rocha assinou uma autorização para uma linha de crédito do BRB de R $ 1 bilhão a ser utilizada pelos empresários durante a crise.

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