COVID-19. Enfermeiras madeirenses não aderiram à greve de cinco dias, afirma Governo Regional – Observador

As enfermeiras madeirenses decidiram não aderir à greve geral nacional de cinco dias convocada entre segunda e sexta-feira após uma reunião com o secretário regional de saúde, anunciou o gabinete do governo.

A Secretaria Regional da Saúde e Protecção Civil [da Madeira] congratula-se com a decisão dos enfermeiros do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) de não terem aderido à greve convocada por esta estrutura sindical a nível nacional ”, lê-se na nota distribuída pelo gabinete de Pedro Ramos.

Na mesma nota afirma-se que “este mesmo posição foi divulgada pelos principais elementos do SINDEPOR em reunião realizada no dia 3 de novembro com o Secretário Regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos ”. O secretário regional destaca a “capacidade de diálogo e proximidade com os enfermeiros” e elimina o cenário de greve na Região Autónoma da Madeira.

O Governo Regional da Madeira dá como exemplos o resolução do processo de descongelamento da carreira de enfermagem na Madeira, que “determinou a atribuição de 1,5 pontos entre 2004 e 2015, no âmbito do processo de avaliação de desempenho, ao contrário do que aconteceu no continente.

Ainda “a atribuição do complemento remuneratório a especialistas”, “a harmonização das remunerações – a equiparação das remunerações no início da carreira, independentemente da relação de trabalho, quer se trate de um contrato individual de trabalho e / ou funções públicas.

Outras demandas satisfeitas foram a “Três dias adicionais de férias”, a “definição de 35 horas semanais” e “contratar mais enfermeiras” no arquipélago.

Todas estas medidas foram implementadas com sucesso na Região Autónoma da Madeira e permitiram a estes profissionais de saúde serem valorizados e fixados no Serviço Regional de Saúde ”, sublinha o governo da ilha.

Informa ainda que “só este ano, o pagamento pelo descongelamento retroactivo da carreira de enfermagem já permitiu um investimento de cerca de um milhão de euros por parte do Serviço Regional de Saúde da Madeira (SESARAM), conforme acordado com as estruturas União “.

O Executivo Regional da Madeira da coligação PSD / CDS recorda que aquando da publicação do diploma regional que determinava o descongelamento das carreiras de enfermagem na Região, em resultado de negociações directas com entidades sindicais, “estava definido que, em 2019, seria assumiu o pagamento retroativo resultante de descongelamento da ordem de 20%; em 2020, 40%; e em 2021 serão outros 40% ”.

A informação conclui que actualmente “estão a decorrer negociações entre a SESARAM e os sindicatos, para garantir a revisão do diploma regional para corrigir algumas pendências detectadas”.

No dia 30 de outubro, o União Democrática dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) anunciou que manteria o greve agendada entre 9 e 13 de novembro, apesar de a pandemia Covid-19 estar em níveis máximos em Portugal.

O presidente do Sindepor considerou que a greve das enfermeiras que começou esta segunda-feira “não é uma guerra de números” e que muitas vão estar em greve, mas a trabalhar, “para não enfraquecer ainda mais o Serviço Nacional de Saúde”.

Em declarações à Lusa, Carlos Ramalho disse que os números para aderir à greve de cinco dias “são muito relativos” porque não podem ser apurados porque não é possível fazer piquetes de greve como ocorre em outras greves, devido à impossibilidade de circular entre serviços saúde, devido à pandemia Covid-19.

You May Also Like

About the Author: Adriana Costa Esteves

"Estudioso incurável da TV. Solucionador profissional de problemas. Desbravador de bacon. Não foi possível digitar com luvas de boxe."

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *