Credores aprovam plano de reestruturação da Oi

Um impasse com os bancos marcou grande parte da votação do plano de alteração da operadora, que prevê a venda do Oi Móvel.

Na noite desta terça-feira dia 8, os credores do Olá (OIBR3 / OIBR4) aprovou a alteração do plano de recuperação judicial, que prevê a cisão das operações da operadora e a posterior alienação de ativos.

Às 22 horas começou a votação e o resultado favorável ao Olá foi lançado uma hora depois. As quatro classes de credores aprovaram o plano de alteração por maioria simples, conforme segue:

  • Classe I – Trabalho (cabeça): 99,86% favorável
  • Classe II – Colateral (cabeça): 100,00% favorável
  • Classe II – Garantia (valor): 100,00% favorável
  • Classe III – Sem garantia (cabeça): 96,84% favorável
  • Classe III – Sem garantia (valor): 68,15% favorável
  • Classe IV – Microempresa (cabeça): 99,20% favorável

Afogado com os bancos

Após sete horas de negociações, a pedido dos bancos, o Assembleia Geral de Credores (AGC) foi retomado às 20h30, com ressalvas de Paulo Penalva, advogado da Oi, relembrando a impossibilidade legal de adiar esta reunião, como pretendiam Itaú, Caixa e Banco do Brasil, por se tratar de violação de um decisão judicial.

O advogado da empresa lembrou ainda que os bancos não estiveram presentes na reunião de mediação, realizada há um mês, na qual conseguiu negociar os pontos de dúvida do aditivo.

Posteriormente, Arthur Lavatori, diretor jurídico da Oi, esclareceu as principais dúvidas dos credores, destacando, por exemplo, que a empresa pretende não só saldar dívidas, mas também fazer investimentos em suas operações.

Rodrigo Abreu, CEO da Oi, apresentou as mudanças no plano após as rodadas de negociações de hoje. Entre eles, está a exclusão da previsão de dois turnos para o leilão, anunciada anteriormente. O executivo também recuou na mencionada condição de que o valor da proposta de compra da Oi Móvel poderia ser até 5% menor que a proposta mais alta.

Seguem abaixo os dois slides que Abreu utilizou para apresentar os ajustes ao plano de aditivos, resultado das negociações desta tarde.

O CEO também reiterou que a empresa está aberta a negociar com seus credores para que a operadora seja viável e sustentável no futuro.

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Resumo da reunião de credores da Oi

Iniciada às 11h desta terça-feira, com ampla defesa do novo plano de complementação do plano de recuperação judicial da empresa, por parte de Rodrigo Abreu, a AGC procedeu ao saque dos direitos de expressão dos credores.

A aprovação do adiamento já contava a favor, das classes trabalhadoras e não seguradas, quando o BNDES solicitou uma suspensão temporária de três horas para revisar os documentos de alteração.

Posteriormente, as declarações orais dos representantes dos bancos Itaú, Caixa e Banco do Brasil apontaram várias divergências no plano de modificação. Entre elas, a proposta de desconto de 60% no crédito dos credores.

Por essa e outras questões jurídicas, as instituições financeiras solicitaram a suspensão da AGC por 30 dias, dando início ao impasse que se estendeu ao longo da tarde e início da noite.

Vale lembrar que Os bancos são os principais autores dos pedidos de recursos nos tribunais. tentando impedir o novo plano de reestruturação da Oi.

Questionado pelo administrador judicial, Arnoldo Wald, Abreu disse que a suspensão por um mês ameaçaria os planos da operadora e manifestou interesse em realizar a votação nesta data.

No início da noite, Arnoldo rejeitou as questões de ordem enviadas pelos bancos Itaú, Bradesco e outros credores, que pediram mais tempo para negociações ou mesmo voto para suspender o AGC.

Wald foi enfático ao dizer que a realização da reunião nesta data está em conformidade com uma ordem judicial e que ele não tem a intenção de quebrá-la.

Ele passou a dizer que os credores tiveram três meses para revisar e negociar os termos do nova aquisição Oi e que o voto de apenas três delas, ante os mais de 5 mil registrados, não foi suficiente para pedir o adiamento da votação.

Esta foi a maior reunião de credores realizada no Brasil, com 5.194 credores cadastrados.

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