Criatividade e unidade ajudam as favelas a combater o novo coronavírus

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Cartazes, carrinhos de som e adaptações de música descolada são estratégias adotadas por moradores de comunidades periféricas para tentar minimizar os danos da nova pandemia de coronavírus em áreas de risco. No Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, as entidades criaram um escritório de crise para desenvolver ações de conscientização sobre a importância de lavar as mãos e evitar multidões.

Enfrentando os desafios de combater a cobiçada década de 19 nas favelas, representantes de organizações da sociedade civil estão se organizando em todo o país para preencher lacunas em regiões que o estado não atende. Além de coletar doações de alimentos e itens de higiene básica, um dos principais desafios para as organizações é fazer com que as entregas cheguem aos beneficiários com segurança, sem possibilidade de contágio.

Você está conectado ao coronavírus? Deixe-me dar uma visão. Essa triste doença que afetou nosso mundo. Estaremos cientes e faremos toda a prevenção para a nossa comunidade. Lave as mãos frequentemente com água e sabão. Evite sair de casa para evitar a superlotação ”, diz um trecho de uma música descolada criada pelo Coletivo Papo Reto, do Complexo do Alemão.

“Sabemos que temos um suprimento insuficiente de água. Se você tiver água em casa, compartilhe-a com quem precisa. Escolha o bom senso e, se possível, colabore com os menos informados para se divertir “, diz um pôster publicado pelo grupo Juntos Pelo Complexo do Alemão.” Sua saúde é muito importante. Lave as mãos e mantenha as mãos casa ventilada ”, diz outra mensagem.

Outro foco é a campanha para arrecadar doações para os moradores das favelas. No Rio, alguns dos responsáveis ​​são do jornal comunitário Voz das Comunidades. Eles dizem que parte do valor arrecadado será usado para comprar água, álcool gel e sabão. A segunda etapa se concentrará na distribuição de alimentos.

Criador da Voz das Comunidades, o ativista René Silva diz que as doações são isoladas por pelo menos três dias em um local seguro para evitar contaminação. Então tudo é limpo e manuseado com luvas até chegar ao seu destino final.

“Temos grupos do WhatsApp com pessoas de diferentes regiões da cidade. Estamos concentrando nossos esforços no alemão, mas ajudamos a replicar essas mesmas idéias em outros lugares. As faixas, por exemplo, são uma alternativa para quem não tem televisão ou rádio “, afirmou Silva.

Como o jornal mostra O estado de S. Paulo Na semana passada, muitas casas nas comunidades brasileiras careciam de elementos básicos, como o abastecimento de água. Outro problema são as dificuldades que os moradores têm em conseguir isolamento em casas com poucos cômodos. Por esse motivo, o Ministério da Saúde avalia o uso de cruzeiros e hotéis como uma alternativa para tratar pessoas de baixa renda em quarentena.

Em Paraisópolis (SP), a organização do G10 nas Favelas procura 420 voluntários para combater o covid-19. Eles transmitem informações sobre o vírus, distribuem alimentos e itens úteis (cestas básicas, produtos de higiene, máscaras e luvas) e conscientizam os moradores da necessidade de permanecerem protegidos em suas casas.

As empresas sociais também têm trabalhado para fortalecer a ajuda nas comunidades durante a crise. Fundador do Projeto Cidades Invisíveis, o empresário Samuel Schmidt diz que é “quase impossível” seguir rigorosamente todas as diretrizes de isolamento do Ministério da Saúde. Nos últimos dias, a organização mudou seu foco de treinamento profissional para doações diretas de suprimentos. Em uma semana, foi arrecadado o suficiente para comprar 500 cestas básicas, mais da metade já distribuídas na comunidade Frei Damião, em Palhoça (SC).

O empresário acredita que atuar em comunidades é algo que diferencia o Brasil das estratégias adotadas nos países desenvolvidos, o que requer ações específicas. “Muitos perguntam por que você não vai à prefeitura, ao estado, ao exército”. Procuramos, mas até agora ninguém está fazendo isso ”, disse Schmidt.

A Central Única das Favelas (CUFA) publicou suas propostas para reduzir os impactos da pandemia da covid-19 nas favelas. Entre eles estão o financiamento das redes de comunicação específicas de cada favela; Maior apoio financeiro às famílias incluídas nos programas sociais, além daquelas com crianças impedidas de frequentar a creche e também das pessoas com deficiência.

Equipamento Outra frente de ação para fazer doações vem de organizações não-governamentais (ONGs) que buscam ajuda no setor privado. É o caso da Comunitas, que afirma ter captado aproximadamente R $ 23 milhões em três dias por meio de doações de empreendedores. Com os recursos, a ONG promete encomendar cerca de 350 aparelhos respiratórios para ventilação mecânica. Os artigos vão para hospitais em São Paulo.

“Era necessário que a iniciativa pública tivesse a mesma agilidade que a iniciativa privada. Estávamos perdendo força devido ao tempo que a iniciativa pública tem. E acho que temos muito a contribuir nessa direção, para que o governo possa realizar sua operação. Esse deve ser um papel muito importante para o setor privado e a sociedade “, disse Regina Esteves, presidente e diretora da organização.

O governador de São Paulo, João Doria, já anunciou que o Hospital das Clínicas abrirá 900 novos leitos a partir de 27 de março. Segundo Doria, até 10 de abril, 700 já estarão disponíveis.

Segundo o governador, a abertura de novos leitos foi possível “graças às doações que recebemos do setor privado”, principalmente respiradores e monitores. Segundo Doria, em reunião com empresários, 28 empresas doaram R $ 96 milhões, em recursos e equipamentos, que serão destinados à infraestrutura de hospitais para combater o coronavírus. Com isso, o governador acrescentou que haverá 2.300 leitos de UTI para o tratamento de pessoas com coronavírus no estado de São Paulo.

A informação é do jornal. O estado de S. Paulo.

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