Definição do padrão brasileiro para televisão digital: TV3.0

O novo padrão de TV 3.0 do Brasil está atualmente em desenvolvimento. Ele será usado no sistema de televisão digital terrestre de próxima geração do país. Aqui está uma visão dos bastidores de como eles estão definindo o padrão e o que eles escolheram até agora.

Primeiro, conheça o ator principal: o Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital).

Esta é uma organização brasileira que é responsável pelo desenvolvimento da televisão digital no Brasil. Reúne mais de oitenta membros dos setores público e privado, abrangendo todo o ecossistema, incluindo emissoras, fabricantes, instituições e universidades. Ao longo dos anos, o SBTVD permitiu a transição do analógico para o digital, publicando uma série de especificações emitidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Em julho de 2020, o SBTVD lançou uma chamada de propostas para estabelecer o padrão TV 3.0, com o objetivo de estender o atual sistema de televisão digital a novos casos de uso e aplicações futuristas. Entre essas aplicações, ele exigia que formatos de vídeo como 8K, HDR, AR/VR fossem suportados e entregues em redes híbridas/broadcast ou broadcast baseadas em protocolos centrados em IP. Também exigia um sistema de áudio imersivo para acompanhar o vídeo de alta qualidade. Para permitir a entrega de tais sinais com uma alta qualidade de experiência (QoE) para os espectadores, eram necessários sistemas avançados de compressão.

Em seguida, conheça o super-herói: Versatile Video Coding (VVC), também conhecido como H.266.

Este é o mais recente padrão de codificação de vídeo emitido pelo ITU-T e ISO/IEC Joint Video Experts Team (JVET) e aprovado em julho de 2020. O VVC é o sucessor do padrão High Efficiency Video Coding (HEVC), que fornece cerca de 50% economia de taxa de bits para a mesma qualidade visual. O VVC foi projetado para atender a uma ampla gama de aplicativos (por exemplo, transmissão, streaming, codificação em camadas) e formatos (por exemplo, 4K/8K, HDR, VR-360, conteúdo de tela) e, portanto, era um forte candidato para atender aos requisitos de TV-3.0. .

O 30 de novembroaEm 2020, o VVC foi proposto por um consórcio formado por Ateme, DiBEG, Fraunhofer HHI e InterDigital como tecnologia de codificação para TV3.0, e foi avaliado pelo SBTVD durante a fase 2. O fórum concluiu a segunda fase e selecionou o VVC como o único obrigatório tecnologia. sistema de codificação de vídeo para o novo padrão brasileiro TV 3.0, que será utilizado no sistema de televisão digital terrestre de última geração do país. A decisão de adotar o VVC segue uma avaliação técnica que utilizou a plataforma TITAN Live da Ateme para a primeira implementação do VVC em um ambiente ao vivo, fornecendo codificação em tempo real com baixa latência. Isso demonstrou a prontidão do VVC para uso em streaming ao vivo (OTA) e OTT.

Além do VVC, a Ateme também contribuiu para a escolha da tecnologia de áudio MPEG-H, que a tornou uma das primeiras empresas a ajudar o Brasil na corrida para desenvolver um sistema de televisão digital terrestre de última geração, cujo lançamento está previsto para 2024.

Como parte do Grupo de Trabalho ATSC 3.0, Ateme desempenhou um papel vital na recomendação de várias tecnologias ATSC 3.0 ao governo brasileiro nos últimos anos. Ao participar desse processo, a Ateme demonstrou que sua tecnologia TITAN Live é perfeita para o ecossistema maduro, que está pronta para implementações de VVC e que pode permitir personalização, som imersivo e DAI. Ele também destacou que a tecnologia da Ateme é capaz de fornecer compressão VVC em um fluxo de trabalho ao vivo e facilita a convergência de broadcast/banda larga.

A fase de avaliação técnica foi realizada por um laboratório de testes independente indicado pelo Fórum SBTVD e financiado pelo Ministério das Comunicações do Brasil. Usando a tecnologia da Ateme, ele descobriu que o VVC atende a toda a gama de casos de uso obrigatórios definidos pelo Fórum SBTVD e foi projetado para atender com eficiência todos os formatos (SD a 8K), faixas dinâmicas (SDR a HDR) e tipos de conteúdo, incluindo jogos. , esportes, filmes, conteúdo de tela e videoconferência, enquanto alcança a máxima eficiência de compactação, mesmo em um fluxo de trabalho ao vivo.

Então, em resumo?

Estamos orgulhosos de ter acompanhado o Fórum SBTVD no estabelecimento do padrão para TV 3.0, e ainda mais sabendo que nossos codificadores TITAN foram usados ​​para estabelecer o padrão para televisão digital terrestre no Brasil! Nas palavras de Mickael Raulet, nosso CTO: “A convergência de transmissão e banda larga combina o melhor dos dois mundos: a eficiência da transmissão com a incrível flexibilidade da banda larga. Tendo impulsionado a implementação de muitas implementações do ATSC 3.0 nos EUA, são entusiasmado em participar do desenvolvimento do padrão TV 3.0 no Brasil, que promete mudar a experiência dos telespectadores brasileiros e possibilitar novos modelos de monetização para os provedores de serviços de vídeo do país.”

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